Airbus da TAM apresenta problema na turbina em Aracaju

Passageiros tiveram que ficar mais de quatro horas aguardando reparo na aeronave

Tânia Monteiro,

27 de julho de 2007 | 23h48

Outro Airbus da TAM apresentou problemas nesta sexta-feira, deixando mais de 150 passageiros aguardando reparos na aeronave, por mais de quatro horas. O vôo 3565, que saía de Aracaju, com escala em Salvador e destino Brasília, apresentou falhas no ar condicionado e na turbina numero um, conforme o comandante do vôo relatou aos passageiros no momento da decolagem definitiva, já perto do meio dia. Pelo segundo dia consecutivo, passageiros da TAM que saíram de Aracaju enfrentaram problemas com seus vôos. Na quinta-feira, também um Airbus que saiu de Maceió, com destino a São Paulo e escala na capital sergipana, não pôde seguir viagem porque o computador de bordo apresentava problemas. O avião saiu de Aracaju praticamente na hora, por volta das 6h30 da manhã (o horário era 6h15), o que foi comemorado pelos passageiros. Já em Salvador, perto das 7h30, depois de taxiar e se posicionar para decolar, o comandante comunicou que estava retornando ao terminal porque "o ar condicionado" da aeronave indicava problemas e pediu aos passageiros que aguardassem a bordo. Depois de quase meia hora, pediu que todos desembarcassem e aguardassem instruções porque o pessoal da manutenção tentaria resolver o problema. Por volta das 9h, um funcionário da TAM informou que seria necessário buscar uma peça em São Paulo e que os passageiros seriam reacomodados em outros vôos. Mas, pouco depois das 11h, alegaram que o conserto estava pronto e em meia hora o embarque seria realizado - o que foi feito, com o avião decolando às 12h, com quatro horas e meia de atraso. "Pelo menos, alguém deu informação o tempo todo", conformava-se Denise Craveiro, 52 anos, que já havia enfrentado problema semelhante no dia anterior, o que a obrigou a passar a noite em Aracaju. Em pleno vôo, depois de ouvir o pedido de desculpas do comandante, os passageiros foram informados de que o problema não fora no ar condicionado que refrigera o avião, mas no motor número um. Segundo o comandante, o problema era no filtro de ar. A menção ao problema de motor provocou pânico na funcionária pública Ana Paula Andrade, 26 anos, que mora em Brasília e estava passando férias em Salvador. No dia do acidente do avião da TAM, em Congonhas, terça-feira da semana passada, Ana Paula havia pousado e decolado daquela mesma pista, pouco antes da tragédia com o vôo 3054, sob as mesmas condições e com todos os passageiros aterrorizados com "as dificuldades enfrentadas pelo avião da Gol (que saiu de Goiânia em direção a Congonhas) para pousar". Segundo ela, a exemplo do TAM que atravessou a pista, "o GOL estava muito rápido, parecia que não ia conseguir frear, e só parou no final da pista para desespero dos passageiros que ficaram muito preocupados", inclusive Ana Paula, que estava a bordo. A funcionária Ana Paula contou que no fatídico dia 17 de julho saiu de Goiânia ao meio dia para ir, via Brasília, para Salvador. Só que seu vôo foi trocado. Ela foi via São Paulo e Rio, só chegando ao seu destino, Salvador, às 20h. E só quando desembarcou soube do grave acidente - pouco depois de ter passado por Congonhas e do desespero dos seus parentes que não sabiam onde ela estava. "Chorei muito. Ficou a sensação de que poderia ter sido comigo e não queria voltar de avião para Brasília. E ainda acontece isso (defeito na turbina) agora. Se ele (o comandante) tivesse dito que era na turbina, eu não tinha entrado no vôo", desabafou. "Será que não estão vendo que este avião está com problemas." Quando o avião chegou próximo a Brasília, e iniciou um turbulento procedimento de descida, ela voltou a se assustar. "Meu Deus, de novo, o que é isso?!", dizia. Depois, já em terra firme, aliviada, afirmou: "Antes, a gente achava que tinha acabado e estava tudo bem quando o avião pousava. Agora, só me tranqüilizo quando ele para definitivamente."

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