''Ainda não se pensou numa forma de resolver a corrupção''

As mudanças na Corregedoria da Polícia Civil em 2009, que deixou de ser subordinada à Delegacia Geral, demonstraram disposição política para combater a corrupção, segundo os pesquisadores internacionais. Documento da Polícia Civil publicado no relatório mostra que em fevereiro de 2010 já existiam 857 investigações em andamento envolvendo delegados, até mesmo por infrações graves: 191 por "prevaricação", 93 por "abusos de autoridade/agressão", 52 por "concussão/corrupção", 40 por "peculato", 12 por "formação de quadrilha", 5 por "tortura" e 2 por enriquecimento ilícito. Havia, ainda, mais de 400 outros procedimentos que afastaram delegados de cargos importantes.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

09 Maio 2011 | 00h00

Os pesquisadores apontam, contudo, a medida como insuficiente. "Não se pode basear o combate à corrupção na figura de uma pessoa. A solução deve ser institucional e ainda não se pensou numa forma de equacionar o problema", diz o coordenador Fernando Delgado, da Clínica de Direitos Humanos da Faculdade de Harvard, que cobra maior participação federal nas investigações dos crimes de maio. Além disso, só na Ouvidoria da Polícia existem 2.599 denúncias de atos comumente relacionados à corrupção entre 2006 e 2010.

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