Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Ainda é 'fundamental' isolamento na região metropolitana, diz secretário de Covas

Edson Aparecido afirma que sistema de saúde da cidade de São Paulo está ‘muito pressionado'; Doria anunciou flexibilização da quarentena após 10 de maio

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2020 | 19h11

O secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, defende que as medidas de isolamento social ainda são necessárias na capital paulista durante a pandemia do novo coronavírus. “Estou discutindo com o secretário (estadual da Saúde José Henrique) Germann que eu acho que, por enquanto, na região da capital e na região metropolitana, ainda é fundamental que a gente tenha o isolamento social”, disse ao Estado.

Para o secretário da gestão Bruno Covas (PSDB), o governador João Doria (PSDB) irá considerar a concentração de casos nas áreas mais urbanizadas do Estado no plano de flexibilização da quarentena após 10 de maio. O anúncio será feito pelo Estado nesta quarta-feira, 22.

“O governador está levando em conta, o que é correto, que, em algumas regiões do Estado, você não tem pressão do sistema hospitalar e também dos profissionais de saúde tão grande quanto você tem na chamada macrometrópole, que pega aqui, a região metropolitana, Campinas, São José (dos Campos) e também a Baixada (Santista)”, comenta Aparecido.

“Acho que o governador corretamente está levando em conta isso. Tem outras regiões do Estado onde a estratégia econômica e de saúde é outra. Então, isso que ele deve estar imaginando e traçando em uma estratégia.”

Na capital, os hospitais municipais com ocupação “muito alta” de leitos de UTI para pacientes da covid-19 ficam em Parelheiros, na zona sul, e em Cidade Tiradentes e Itaquera, na zona leste. Na Mooca, também na zona leste, a ocupação já preocupa, com 68% de ocupação, segundo o secretário. “O sistema de saúde ainda continua muito pressionado na nossa região.”

Na cidade de São Paulo, o índice de isolamento social seguiu a média estadual, com 51% na segunda-feira, 20. No domingo, 19, chegou a 58%, enquanto foi de 49% na sexta-feira, 17. Ele é analisado a partir de dados de quatro empresas de telefonia móvel. 

Até as 14 horas desta terça-feira, 21, a capital paulista tinha 10.342 casos confirmados da covid-19, com 753 mortes. Os demais municípios com maior número de casos são: Guarulhos (330), Santos (322), Osasco (321), São Bernardo do Campo (310), Santo André (270), Campinas (199), Barueri (144), São José dos Campos (138) e Diadema (135).

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