Ainda assim, uso de carro deve continuar em alta na cidade

Grande São Paulo tem 'frota reserva' de 3,5 mi de carros, que vão sair das garagens assim que trânsito melhorar

O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2012 | 03h01

As projeções da SPTrans preveem que haverá pouca mudança nas viagens feitas de carro. Os congestionamentos devem continuar. Isso porque há o que a SPTrans chama de "frota reserva" de carros na Grande São Paulo. São cerca de 3,5 milhões de automóveis que não são usados durante a semana, mas que estão à disposição de seus donos.

O superintendente de Planejamento de Transporte da SPTrans, Laurentino Junqueira, explica que, conforme o trânsito da cidade for melhorando, esses motoristas vão ter incentivo para sair de casa. "Com qualquer mudança que resulte em melhoria viária, essa frota sai da garagem." A expectativa de menos congestionamento faz com que mais carros saiam às ruas e tudo fique como está.

A preferência por carro também passa por fatores psicológicos, como a preferência de ficar sozinho durante o caminho.

Mas embora o individualismo seja citado como uma característica humana, políticas públicas podem desincentivar esse comportamento. Junqueira dá Tóquio como exemplo: "Cerca de 60% das viagens em Tóquio são feitas de Metrô. 35% são de carro e 5% de ônibus", afirma, considerando que os custos para manter o carro lá são maiores. "O cidadão lá, quando vai comprar o carro, tem de provar até que tem lugar para estacionar", diz o secretário adjunto de Transportes, Pedro Luiz Brito Machado.

Levantamento. O Metrô está fazendo uma pesquisa para tentar identificar se a expansão da rede desde 2007 resultou na troca do carro pelo transporte público. Até lá, dizem governo e especialistas, qualquer adivinhação nesse campo é especulativa. / B.R.

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