Água racionada em prédio de pinheiros

Moradores reclamam que abastecimento vem sendo interrompido diariamente desde maio

Eduardo Reina, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2010 | 00h00

Ter de encher baldes e bacias de água durante a manhã para poder fazer comida, lavar roupas e tomar banho. Essa é a rotina dos moradores dos dois blocos de apartamentos da Rua Joaquim Antunes, 936 e 938, em Pinheiros, zona oeste. A pressão na rede de abastecimento ali não é suficiente para que a água chegue às caixas no alto dos blocos de três andares. Com isso, moradores têm de encarar racionamento forçado.

O problema persiste há anos, segundo os condôminos. Mas tornou-se crônico em maio, quando o abastecimento passou a ser interrompido diariamente. "Só tem água de madrugada. Mas em dois ou três dias por semana não sobe nada para a caixa d"água", reclama a moradora Andrea Martins.

Os edifícios ficam próximos do Viaduto Joaquim Antunes. "É o fim da linha hidráulica. Solicitamos que seja feita a ligação da rede com a tubulação do outro lado do viaduto da Rua Teodoro Sampaio. Achamos que isso seja uma solução, mesmo porque foram os próprios técnicos da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) que cogitaram fazer isso", explica a síndica Marina Moretti.

Moradores registraram várias reclamações. "Em 18 de agosto, a empresa alegou que o problema já havia sido resolvido. Mas óbvio que não foi", conta Andrea. A terceira reclamação em 30 dias foi protocolada no início do mês.

Em nota, a Sabesp informou ter feito verificação no dia 8. "Foi constatado que a pressão da água na entrada do prédio estava compatível com as normas técnicas e suficiente para abastecer o imóvel. Foi feita também pesquisa ao redor a fim de detectar possível vazamento na rede de água, mas nada foi encontrado." Segundo a Sabesp, foi instalado um equipamento para monitorar a pressão da água na tubulação de entrada dos prédios. "Caso ocorra qualquer alteração, serão tomadas providências cabíveis."

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