Água permanece imprópria em 66% das praias paulistas

A qualidade da água em 66% das praias paulistas permaneceu imprópria durante todo o ano de 2009, de acordo com dados do governo do Estado, por causa da emissão de esgoto no mar. Apesar do mau resultado, a qualidade das águas era ainda pior em 2008, quando 77% das praias eram impróprias. O levantamento é feito com base no monitoramento da densidade de bactérias fecais presentes na água.

O Estado de S.Paulo

21 Março 2012 | 03h04

A Baixada Santista foi a responsável por parte da melhora nas estatísticas da balneabilidade das praias do litoral paulista. Em 2008, as águas de todas as praias da região eram consideradas impróprias. No ano seguinte, 18% passaram a ser consideradas próprias. O litoral sul, no entanto, não teve nenhuma melhora no mesmo período.

A situação foi mais positiva no litoral norte. De acordo com a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, 20% das praias dessa região apresentaram melhora na qualidade da água.

Segundo medição feita no último carnaval, turistas encontraram apenas 11% das praias do litoral norte com bandeira vermelha. As 29 praias de São Sebastião, por exemplo, estavam limpas na época - todas receberam a bandeira verde.

O biólogo Márcio Santos, do Comitê da Bacia Hidrográfica do litoral norte, afirma estar otimista sobre o aumento do índice de tratamento de esgoto na região, que era de 34% em 2009. "Houve um grande investimento em 2008, começaram várias obras, que estão tendo reflexo", afirma. A projeção é que a região atinja 80% do esgoto tratado, diz Santos, embora um prazo para o cumprimento da meta não tenha sido informado.

Produção de água. A capacidade de produção de água na Baixada Santista e litoral sul deve dobrar até o próximo ano. Além da nova Estação de Tratamento de Jurubatuba, no Guarujá, está em fase de construção uma outra unidade para diminuir o risco de falta d'água em Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande e São Vicente.

O Sistema Mambu, que começará a operar em abril, vai permitir a produção de 1.600 litros de água por segundo. O índice atual é de 800 litros. Serão investidos R$ 413 milhões na obra. / A.R. e R.B.

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