Água em SP melhora; ar e praias pioram

Conclusão consta da análise de 21 índices do Estado. Poluição continua grande vilã

MÁRCIO PINHO, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2011 | 03h02

O ar da Grande São Paulo e a balneabilidade das praias pioraram em 2010 em comparação com 2009, mas a qualidade da água consumida no Estado melhorou. Essas são algumas das conclusões do Painel da Qualidade Ambiental, estudo que analisa a evolução de 21 índices, divulgado ontem pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Do total de índices, 10 apresentaram melhora, 9 pioraram e 2 se mantiveram inalterados.

Um dos principais vilões do meio ambiente continua sendo a poluição do ar na Grande São Paulo. O ozônio e a poeira conhecida como material particulado, emitida especialmente pela queima de combustíveis de veículos, foram mais presentes em 2010 do que em 2009. O número de microgramas por metro cúbico de material particulado subiu de 32 para 37 - o índice considerado saudável pela Organização Mundial da Saúde, no entanto, é muito mais baixo, de até 20.

Para Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, o aumento da frota - São Paulo já supera os 7 milhões de veículos - e do trânsito, que deixa os motores funcionando mais tempo, tem relação direta com essa piora na qualidade do ar.

A balneabilidade também piorou. Ficaram limpas durante todo o ano de 2010 30% das praias - em 2009, haviam sido 34%.

Se a água do mar não anda boa, o mesmo não se pode dizer dos mananciais subterrâneos usados para abastecer as residências. A proporção de amostras de águas coletadas em conformidade com os padrões do Ministério da Saúde foi de 81,4%, índice considerado bom pela Secretaria do Meio Ambiente.

Previsão. Segundo a pasta, as melhorias serão mais expressivas no fim de 2011. Dados parciais indicam que os 21 índices vão melhorar ou então manter-se no mesmo patamar.

O secretário Bruno Covas avalia que o principal mérito do governo de São Paulo foi ter traçado índices ambientais.

"O Estado sai na frente porque estabelece como avaliar as próprias políticas públicas. É uma dificuldade que se vê no mundo todo de avaliar se há melhora ou piora."

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