Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Qualidade da água do Rio Tietê tem piora em 70% da extensão

Locais monitorados estão distribuídos em 1,1 mil quilômetros pelo Estado; seca do ano passado influenciou na queda da qualidade

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2015 | 03h00

SÃO PAULO - Dados da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb) mostram que a qualidade da água do Rio Tietê piorou em quase 70% dos 23 pontos de monitoramento distribuídos pelos 1.100 km de extensão do principal rio paulista, entre a nascente em Salesópolis, Grande São Paulo, e a foz em Pereira Barreto, no interior. Esta terça-feira, 22, é o dia do Rio Tietê.

Segundo o relatório, publicado em maio deste ano, o índice que mede a quantidade de poluentes no Tietê foi pior em 16 pontos em 2014, mais do que na média dos cinco anos anteriores. De acordo com a Cetesb, no trecho que atravessa a Grande São Paulo, “a qualidade diminuiu acentuadamente, variando entre ruim e péssima”. Somente três pontos apresentaram melhora, em Biritiba-Mirim, na Grande São Paulo, e em Promissão, no interior.

Na região metropolitana, ainda há sete pontos classificados como “péssimos”, entre Guarulhos e Pirapora do Bom Jesus, onde há presença de metais, toxicidade, eutrofização e baixos níveis de oxigênio dissolvido. Segundo a Cetesb, a estiagem de 2014, a pior da região em décadas, “também refletiu em uma piora da qualidade do Tietê, principalmente no trecho mais poluído”. 

Para a agência, “as obras de coleta e tratamento de esgotos na região metropolitana deveriam ser intensificadas, em conjunto com ações de gestão de uso e ocupação do solo, aporte de cargas difusas e a disposição de resíduos sólidos, a fim de acelerar a melhora na qualidade”. 

A Sabesp, responsável pelo saneamento em 34 cidades da região e pelo programa de despoluição do Tietê, informou que a mancha de poluição do rio recuou 86,6% desde 1993 e a coleta de esgoto subiu de 19% para 87% nesse período.

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