'Agora vai ficar muito mais difícil para eles'

Governador diz que não vai se intimidar com ameaças e promete fortalecer o regime disciplinar diferenciado

O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2013 | 02h10

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou ontem que o governo não vai se intimidar, ao comentar as interceptações telefônicas do PCC. "Os bandidos dizem que as coisas ficaram mais difíceis para eles. Pois eu quero dizer que agora vai ficar muito mais difícil", afirmou, ao participar de uma agenda pública em Mirassol, no interior do Estado.

Segundo o governador, ele continuará a lutar contra a criminalidade. "Nós não vamos nos intimidar. É nosso dever zelar pelo interesse público." Alckmin disse ainda que vai trabalhar para "fortalecer ainda mais o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD)". A lei que contém o RDD passou a vigorar em 2003, com base em uma alteração na Lei de Execuções Penais e no Código de Processo. Criada para combater organização de facções criminosas, atuantes em presídios - principalmente no Rio e em São Paulo -, a lei visa a dificultar ações lideradas por presidiários. O RDD promove o isolamento quase total do preso.

O governador também ressaltou que pretende fortalecer os presídios de segurança máxima e ressaltou que a criminalidade está diminuindo por causa dos esforços na área de segurança. "Nós temos as mais fortes penitenciárias do País aqui. Os índices de criminalidade estão em queda, fruto exatamente desse trabalho, que vai ser fortalecido para proteger a população". Para Alckmin, a queda nos índices mostra que o governo está "no caminho certo".

Segurança. Mais tarde, a Secretaria da Segurança Pública divulgou nota considerando "fanfarronice típica de marginais a afirmação de um dos líderes presos sobre a queda dos homicídios no Estado, bem como a decretação da morte do governador". "Dar crédito a elas beira o absurdo", afirma a secretaria.

"As investigações foram feitas pelo Ministério Público, em parceria com as Polícias Civil e Militar, que forneceram suporte de inteligência às apurações." A integração é feita por meio do Centro Integrado de Inteligência da Secretaria da Segurança, conforme nota da pasta.

Prisão. A secretaria ressalta ainda que parcerias nas investigações são constantes e líderes do PCC foram detidos em agosto. "Essas apurações integradas têm sido constantes. Em agosto, 29 líderes e integrantes do bando já haviam sido presos pela Polícia Civil, provocando um grave prejuízo na estrutura da organização criminosa", diz. /MARCELO FERRI, ESPECIAL PARA O ESTADO

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