'Agora não é mais sorte. Nem acaso'

Você esperava subir mais três posições e chegar em 4º lugar?

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2012 | 03h01

Não, foi impressionante, uma surpresa. Ontem à tarde, os chefs visitaram o primeiro-ministro David Cameron. Na saída, notei um assédio enorme, muitos fotógrafos e jornalistas. Tinha vazado a informação e eu não sabia se era verdade. Mas, quando recebi a notícia, vibrei muito. E vi muita gente em volta, vibrando também.

No prêmio de 2011 suas primeiras palavras foram sobre produtos e produtores brasileiros...

A cada avanço, eu só consigo pensar em divulgar nossa gastronomia, nossos produtos, políticas sustentáveis e nossos chefs. Queria outros brasileiros aqui. O Maní quase entrou, fiquei na torcida - 51.º é a pior posição, a mais dolorida!

Você passou da condição de 'zebra' para a de favorito.

Não é mais sorte, não é mais acaso, desculpe deixar de lado a modéstia. Há o reconhecimento de um trabalho. Quando estava em posições discretas, era só o brasileiro gente boa. No "top ten", você passa a ser encarado de outro jeito. Me cobram muito mais. No ano passado, no Mad Food Camp, em Copenhague, me criticaram porque levei formigas da Região Norte. Agora, fico feliz em ver o René Redzepi sendo capa da Time falando também de formigas. Eu não sou apenas influenciado, eu influencio - com o perdão da imodéstia.

Dá para subir mais?

Até aqui, foi uma trajetória e tanto. Agora, olhando para cima, vejo Noma, El Celler de Can Roca, Mugaritz. Logo abaixo, Osteria Francescana. Todos comandados por chefs que referência para mim. Se eu subir mais, aí sim, é mesmo zebra, ou marmelada (risos). Estar aqui já é incrível. / L.A.C.

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