'Agora é a minha vez', diz passageira de coletivo

Usuários de ônibus notaram, em média, um ganho de meia hora com a implementação da faixa na Avenida 23 de Maio

Artur Rodrigues, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2013 | 10h47

O tempo livre aumentou para quem pega ônibus e estava acostumado a passar horas preso no trânsito. Em média, passageiros entrevistados pelo Estado notaram ganho de meia hora só com a implementação da faixa exclusiva na 23 de Maio.

"Agora é minha vez", diz a estudante de enfermagem Anelise Campos, de 35 anos, olhando para os carros parados no trânsito. Ela costumava passar pelo menos uma hora e meia dentro do ônibus, entre a região central e o Capão Redondo, no extremo sul da cidade. "Agora, passo uma hora", afirma.

Para quem mora no extremo da cidade, às vezes, o aumento na velocidade passa despercebido. "Demora muito tempo para chegar, não percebi nenhuma mudança", diz o desempregado Gabriel Souza, de 18 anos. O ônibus que Souza utiliza sai do Terminal Capelinha, na zona sul, e vai até o Largo São Francisco, no centro. Os coletivos da região do rapaz têm velocidade na média da cidade. No pico da manhã, trafegam a 16 km/h. À tarde, voltam a 15 km/h. Quando o ônibus está lotado, os 23 km de trajeto parecem ainda mais.

Ônibus. Por meio da Lei de Acesso à Informação, o Estado obteve os dados referentes ao sistema de ônibus da cidade no ano passado.

Segundo as estatísticas, o bairro com os ônibus mais lentos da capital é o M'Boi Mirim. Lá, a média de manhã é de 14 km/h. No pico da tarde, a situação é ainda pior: 13 km/h.

Os ônibus mais rápidos da cidade ficam na zona leste. Na região de São Miguel, de manhã, têm média de 18 km/h. À tarde, trafegam a 16 km/h.

Desde 2010, a média de velocidade dos coletivos praticamente não teve variação. Com a criação dos corredores e faixas de ônibus, a Prefeitura quer que a velocidade suba para pelo menos 25 km/h.

A média de pontualidade dos ônibus na cidade também não é boa. Segundo as estatísticas da São Paulo Transportes (SPTrans), é de 91%. Algumas empresas beiram a faixa dos 70%.

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