Agentes penitenciários de São Paulo entram em greve na segunda-feira

Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de São Paulo, a paralisação vale para todas as 158 unidades prisionais do Estado

Chico Siqueira, Especial para O Estado

07 de março de 2014 | 17h31

ARAÇATUBA - Agentes penitenciários entram em greve a partir de segunda-feira nas 158 unidades do Estado de São Paulo. Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de São Paulo (Sindasp), Daniel Grandolfo, a greve é em protesto contra as condições de trabalho.

"Vamos protestar contra a superlotação das cadeias - elas nunca estiveram tão lotadas - e também contra a falta de pessoal", disse. Segundo ele, as unidades estão com população de presos três vezes acima da lotação máxima, como o CDP 1, de Pinheiros, cuja capacidade é para 844 pessoas mas está com 2.536 presos. Se sobram presos, segundo Grandolfo, faltam agentes. "Temos um déficit de 10 mil agentes", afirmou.

Além disso, a categoria quer que o governo cumpra a pauta de reivindicações. Os principais pedidos são: redução da classe de carreira de oito para seis, pagamento de auxílio alimentação para todos os agentes e legalização do bico, para os que trabalham em dias de folga em suas unidades.

Segundo Grandolfo, a paralisação vale para todas as 158 unidades prisionais do Estado. "A maioria já aderiu ao nosso movimento", diz.

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