Agentes de viagem e associação dos EUA querem fim de restrições

O projeto Global Entry é visto como uma medida restrita por quem trabalha no ramo de viagens. "Isso não resolve muita coisa. Importante é a facilidade para tirar o visto. O setor de imigração tem em todo mundo, as pessoas que viajam estão acostumadas", afirma o vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Leonel Rossi.

O Estado de S.Paulo

27 Março 2012 | 07h39

De acordo com ele, os brasileiros enfrentam vários problemas quando precisam viajar para os Estados Unidos. Além da demora para tirar o visto, ele afirma que o fato de as pessoas terem de comparecer pessoalmente aos consulados encarece muito o processo, principalmente para quem não mora em São Paulo, Rio, Brasília e Recife, onde há representação dos EUA. Outra questão, segundo ele, é a página na internet que é preciso acessar para tirar o visto, que seria confusa. "O que acaba fazendo com que as pessoas tenham de contratar um despachante."

O vice-presidente da associação americana US Travel, Luiz Moura, afirma que o Global Entry não resolve a situação de quem faz turismo. "É bom, mas não é para a massa", diz, ressalvando que isso pode ajudar a diminuir a fila para os demais. "Se 10% das pessoas de um voo não tiverem de esperar, haverá menos gente na fila", diz.

A US Travel é uma organização americana que faz lobby com o governo para facilitar a entrada no país. "A gente entende que turismo é algo benéfico", afirma ele. Por isso, segundo Moura, o ideal seria conseguir que os brasileiros não tivessem necessidade de visto para entrar nos Estados Unidos. Entre os 36 países que têm um acordo que não exige a autorização prévia, estão Japão, Suíça e Alemanha. /ARTUR RODRIGUES

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