Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Agentes da Fundação Casa decidem fazer greve

Eles rejeitaram proposta de acordo feita pela gestão Alckmin e reclamam de falta de condições de trabalho

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

09 Abril 2014 | 19h44

SÃO PAULO - Os servidores que trabalham na Fundação Casa (ex-Febem) decidiram entrar em greve a partir da 0h desta quinta-feira, 10. Os agentes pretendem ficar na porta das unidades do Estado, impedindo a entrada de colegas. O governo do Estado conseguiu uma liminar na Justiça que determina a presença de 70% dos funcionários em seus postos de trabalho, para não comprometer o serviço.

A greve ocorre em meio a denúncias de superlotação e falta de estrutura por parte dos agentes, acusações de tortura de internos vindas de advogados defensores dos direitos humanos e três tentativas de fuga de internos seguidas de rebeliões nos últimos 20 dias. Em uma dessas tentativas, dois adolescentes deixados aos cuidados da Fundação e que fugiram foram encontrados mortos.

O governo havia proposto reajuste salarial baseado no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o que dava aumento de 3,97% ao salário, mais um adicional de 2,2% aos vencimentos. A proposta foi rejeitada.

Entre os agentes, ontem, circulavam documentos apresentados como "provas" da superlotação do sistema. Em um deles, uma diretora da Fundação classificava as unidades menores, chamadas T40, como "frágeis" por não ter condições de abrigar internos com perfis de fuga ou reincidentes. A assessoria da Fundação confirmou a existência da recomendação aos diretores de evitar o envio desses menores para as unidades T40.

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