'Agentes barraram a saída'

Assustada, com os olhos cheios de lágrimas e fala rápida, como a de quem acabou de passar por momentos de terror, a estudante Sindel Paula de Lima, de 17 anos, subia atônita as escadarias da Estação da Sé com o vale-transporte que ganhou de indenização do Metrô em uma mão e o celular na outra. "Meu pai está com minha mãe no hospital, então não tem ninguém para me buscar. Não tenho como voltar para Jandira sem o Metrô", disse.

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2014 | 02h01

A jovem ficou espremida em um dos vagão entre as Estações Santa Cecília e Anhangabaú quando seguia para seu curso no Senai. "O pessoal começou a gritar até que abriram a porta. Quando a gente desceu, apareceram seguranças e mandaram a gente voltar para o trem cheio. A gente obedeceu."

Sindel conta que o trem, porém, não parou no Anhangabaú e foi direto para a Sé. "Lá, ele parou de novo. Uma moça passando mal dentro do trem queria sair. Mas um segurança queria fechar a porta de qualquer jeito. Só que o povo não deixou, por causa dessa mulher." A jovem conta que viu um rapaz ser agarrado pelo pescoço pelos seguranças. "Aí o pessoal partiu para cima dos seguranças, que foram dando cacetadas."

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