Agente penitenciário mata ex-mulher na frente da filha de 11 anos e se mata

Segundo relato da garota, pai entrou em casa e discutiu com a mãe; exaltado, atirou nela

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

26 Abril 2018 | 12h39

SOROCABA - Um agente penitenciário matou a ex-mulher a tiros e em seguida usou a arma para se matar, na noite desta quarta-feira (25), em Araçatuba, interior de São Paulo. Ela foi assassinada na frente da filha do casal, de 11 anos, depois que se negou a entregar seu celular ao ex-marido. O crime aconteceu na Rua Bertolino Cunha, no bairro Amizade, zona norte da cidade, na residência da vítima. Vizinhos relataram uma discussão, seguida dos disparos. 

Acionada, uma equipe da Polícia Militar encontrou o agente penitenciário Gylson Alves de Sena, de 41 anos, caído, na entrada da casa. Ele ainda tinha nas mãos uma pistola calibre 380. A mulher, Aparecida dos Santos Ferrer, de 48 anos, foi achada caída na sala do imóvel. Os dois ainda foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiram.

Conforme o relato da garota à polícia, assim que o agente entrou na residência, teve início uma discussão entre os dois. O homem teria pedido o celular da ex-mulher, mas ela teria se negado a entregar. Exaltado, ele acabou atirando nela. Os tiros atingiram as costas e os braços da ex. Na sequência, Sena alvejou a própria cabeça.

Uma irmã da vítima disse que casal estava separado havia cinco anos, mas o agente não se conformava e tinha ciúmes da ex. Ele já teria feito ameaças a ela em outra ocasião, por isso a mulher conseguiu uma medida protetiva, na Justiça, contra ele. O homem, no entanto, continuava indo à casa para ver a filha.

Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Araçatuba. Os trabalhos de perícia no local seguiram até a madrugada desta quinta-feira, 26.

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