Agente é preso por vender celulares por R$ 2 mil a detentos

Polícia encontra nove aparelhos, chips e R$ 1.950 no carro do agente, que está preso no interior de SP

Oswaldo Faustino e Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

25 de setembro de 2007 | 10h39

Um agente penitenciário foi preso acusado de vender aparelhos celulares a detentos do interior de São Paulo. Márcio Mota Ferreira, de 29 anos, foi surpreendido por policiais da Corregedoria dos Presídios quando chegava em seu carro ao estacionamento externo da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Ele confessou que vendia cada aparelho por R$ 2 mil e está preso no Centro de Detenção Provisória de Caiuá, no interior do Estado. Na noite de domingo, 23, Ferreira recebeu voz de prisão e foi autuado em flagrante por corrupção passiva, crime com previsão de 10 anos de detenção. Em seu carro, foram encontrados nove aparelhos celulares, chips que tinham sido encomendados por detentos e R$ 1.950. Mais tarde, vasculhando a casa de Ferreira, em Dracena, a polícia apreendeu mais cinco aparelhos e cerca de R$ 20 mil. Os aparelhos seriam entregues aos detentos durante a madrugada, no horário da ronda. De acordo com o depoimento do agente, ele receberia R$ 2 mil por cada aparelho vendido. Segundo o agente, ele já teria recebido R$ 22 mil de uma mulher, na semana passada. Texto ampliado às 11h06 para acréscimo de informações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.