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Agência de viagens prejudica mais um grupo de jovens que viajaria para Cancún

Cerca de 120 estudantes embarcariam às 5 horas em Cumbica; polícia investiga golpe

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

06 Julho 2012 | 05h50

SÃO PAULO - Mais um grupo de estudantes de escolas particulares foi prejudicado pela agência de viagens Trip & Fun, envolvida em supostos golpes que vêm sendo praticados contra jovens que pagaram e ainda pagam por viagens de formatura para diversos destinos no exterior, entre eles Cancún, no México.

 

O site da empresa na internet, desde que começaram a ser publicados os transtornos causados pela agência aos clientes, apenas informa: "ATENÇÃO! Informamos que todas as viagens, para todos os destinos, serão remanejadas. Mais informações em: (11) 2221-1230 ou contato@tripfun.com.br . Atenciosamente, Trip&Fun Viagens." O telefone deixado pela empresa não atende, segundo as vítimas.

 

Segundo a dentista Soraya Zanatta Sena, mãe da estudante Natália, de 17 anos, moradoras do residencial Alphaville, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, mesmo sendo informados por e-mail pela empresa, na quarta-feira, 4, sobre o cancelamento do voo e que não havia nova data ainda, alguns dos estudantes resolveram ir até o aeroporto para não caírem em uma das cláusulas do contrato na qual o cliente não tem direito de ressarcimento caso não esteja no aeroporto na data e hora marcadas para o voo.

 

"Na segunda-feira, quando a imprensa noticiou o primeiro caso, já ficamos apreensivos. Alguns pais conseguiram ligar para os contatos da agência, que nos disse para ficarmos tranquilos, pois desta vez não teria problema. Um dia antes, por e-mail, comunicaram o cancelamento do voo, mas mesmo assim fomos até o aeroporto por causa do contrato."

 

A dentista disse que, depois que a empresa enviou os comunicados, nenhum dos telefones de contato da Trip & Fun foram atendidos mais. Soraya afirmou que o voo da Whitejets estava marcado para as 5 horas desta sexta-feira, 6, mas havia informação de que poderia sair às 2 horas. Ao chegarem no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, verificaram que não havia lista alguma com o nome dos estudantes, cerca de 120, nem voo programado. A Polícia Civil então foi informada.

 

"Nós fizemos boletim de ocorrência e agora vamos procurar um advogado para entrar com uma ação contra a agência. O pacote saiu em cerca de R$ 5 mil. Tem gente pagando parcela desde agosto de 2011, enfatizou a dentista, que, por volta das 4h30, quando falava com a reportagem do estadão.com.br, retornava para casa após deixar o aeroporto.

 

Na última segunda-feira, 2, um grupo de 34 estudantes, de diversas cidades do interior, como Bauru, Jaú, Botucatu e São Manuel, também viveram o mesmo problema no aeroporto e não embarcaram. A alegação da empresa, naquele dia, foi a falta de vagas no hotel onde os clientes seria recepcionados, em Cancún.

 

Uma dos postos de atendimento da agência fica em Santana, na zona norte da capital. O delegado Celso Gomes Correia Júnior, do 13º Distrito Policial, da Casa Verde, investiga o suposto golpe. Segundo ele, com tudo o que vem ocorrendo, pode mesmo estar caracterizado este tipo de crime, porém o delegado afirma que quer analisar bem todos os papeis da agência, das escolas, dos clientes e de todos os envolvidos no caso.

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