Tiago Queiroz/ Estadão
Tiago Queiroz/ Estadão

Agência abre mão de retorno da atividade presencial e prevê volta de funcionários só em setembro

Há empresas que não vão retomar as atividades presencialmente porque não se sentem seguras de que o momento permite

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2020 | 15h00

Apesar de a Prefeitura de São Paulo ter autorizado a volta gradual do funcionamento dos escritórios na cidade, com horários reduzidos e o limite máximo de 20% do quadro de funcionários, há empresas que não vão retomar as atividades presencialmente porque não se sentem seguras de que o momento permite.

Com 75 funcionários, a CBA B+G , agência de branding e design do grupo WPP, planeja voltar para o escritório de mil metros quadrados que ocupava antes da pandemia no bairro paulistano do Brooklin, zona Sul da capital, só em 1º de setembro. “Achamos que não é uma opção saudável voltar agora”, afirma o sócio–fundador e CEO da companhia, Luis Bartolomei.

De acordo com estudos feitos pela empresa, com base na análise de dados colhidos em cidades que também foram duramente pela covid-19 e onde  funcionam escritórios da companhia, Milão, Paris e Nova York, e em informações sobre a evolução da doença na capital paulista, a conclusão da companhia é que a pandemia neste momento estaria na fase ascendente. Portanto, não seria o momento adequado ao retorno.

Bartolomei conta também que a empresa fez uma pesquisa recente com os funcionários sobre o estilo de vida: onde moram, condições de transporte até o local de trabalho, entre outras informações, e também questionou se eles queriam voltar para o escritório. O resultado da enquete foi que os funcionários querem continuar trabalhando em casa. O home office da companhia começou em meados de março e dura até hoje.

“Não há mínima condição psicológica para retornarmos e não há a mínima necessidade operacional para que isso aconteça”, afirma Bartolomei. Ele diz que uma das preocupações da empresa é com segundas ondas da doença, após 1º de setembro.

Ele acredita após de 1º de setembro o quadro de funcionários não voltará inteiro para o escritório e metade, provavelmente, vai continuar trabalhando em casa. “Duvido que todo mundo retorne em setembro. Muitos não querem voltar, temem voltar. Acho que esse temor vai durar além de 1º de setembro.”

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