Aeroportos devem ter Wi-Fi gratuito, determina governo

Infraero e operadores privados terão de colocar à disposição do passageiro mais serviços após o check-in

Eduardo Rodrigues / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2013 | 02h03

Com a privatização dos maiores aeroportos do País e a aproximação da Copa do Mundo, o governo federal quer agora melhorar o atendimento aos passageiros, sobretudo depois do check-in. A ideia é exigir mais opções - de internet sem fio até pontos de energia elétrica - e incentivar a concorrência no que já existe, para baratear sobretudo o custo da alimentação.

As novas diretrizes que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e os demais operadores de aeroportos terão de adotar estão em uma portaria da Secretaria de Aviação Civil (SAC) divulgada ontem. A Infraero deverá, por exemplo, aplicar parâmetros já usados pelos grandes operadores internacionais, oferecendo mais serviços, depois da passagem pelos aparelhos de raio X.

Segundo o ministro Moreira Franco, da SAC, o novo modelo dará prioridade aos espaços nos quais os passageiros passam mais tempo à espera dos voos - após o check-in. "Ali, o passageiro não tem mais escolha, não pode mais sair e procurar outros fornecedores. Então não podemos aceitar a cobrança de preços abusivos."

A portaria também trata de outros serviços como estacionamentos, táxis e transporte coletivo e a instalação de sinalização adequada nos aeroportos da Infraero, além da oferta de internet sem fio e de pontos de energia elétrica para que os usuários possam carregar as baterias de dispositivos eletrônicos. Segundo o ministro, as diretrizes valerão também para os aeroportos concedidos à iniciativa privada, sob a fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "Certamente vamos permitir melhor qualidade e menores preços nos serviços prestados aos passageiros", concluiu Moreira Franco.

De acordo com o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, não serão necessários grandes investimentos para o cumprimento das novas diretrizes. "Trata-se de adequações que devem ser feitas pelos próprios concessionários e prestadores de serviços nessas áreas."

O governo quer que todos os aeroportos estejam adaptados às novas normas e diretrizes até a Copa de 2014. Na prática, as mudanças devem ser vistas conforme os atuais contratos comerciais vençam.

Nova empresa. Vale confirmou ainda que o processo de criação da Infraero Serviços - empresa que atuará nos 270 aeroportos regionais que o governo federal pretende construir, com recursos próprios ou via iniciativa privada - ficará para 2014.A nova empresa, segundo Vale, que terá até 49% de participação de um operador privado, ainda está na fase de elaboração de plano de negócios, pelo Banco do Brasil.

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