Aeroporto de Jundiaí deverá ser reestruturado, diz Conac

Mudança tem como meta transferir vôos particulares de Congonhas para Jundiaí, a 60 quilômetros de São Paulo

Tatiana Fávaro, do Estadão,

21 de setembro de 2007 | 19h38

Os órgãos de aviação estudam a reestruturação do Aeroporto Comandante Rolim Adolfo Amaro para que, até o fim deste ano, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) possam efetivar a transferência dos vôos particulares de Congonhas para Jundiaí, a 60 quilômetros de São Paulo. As informações são do Conselho de Aviação Civil (Conac). O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), responsável pela administração do aeroporto no interior do Estado, informou, por meio de assessoria de imprensa, que Decea e Anac estão levantando informações para concluir o estudo das necessidades do aeroporto. Os relatórios ainda não foram entregues ao Daesp e os órgãos não souberam informar a data de conclusão dos trabalhos. Em visita ao aeroporto em agosto deste ano, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que a transferência de aviões fretados e jatos menores poderia ser feita em um prazo curto. Atualmente, o aeroporto de Jundiaí recebe aproximadamente cem vôos executivos por dia, de acordo com informações da Administração do aeroporto, e passaria a receber 250 jatos. Para isso, será necessária a construção de uma torre de controle e a transferência do aeroclube, que atualmente funciona no local e deve ser readequado em área contígua ao aeroporto, segundo informou o secretário de Obras de Jundiaí, Ademir Pedro Victor. Durante a visita do ministro, em agosto, o secretário de Estado dos Transportes, Mauro Arce, informou que o investimento previsto para a construção da torre e aquisição de instrumentos de controle era de R$ 1,1 milhão. A Aeronáutica vai construir uma torre de controle provisória, em aço, até o fim de outubro. Outra torre, de alvenaria, deve substituir a de aço, posteriormente. A ampliação da pista de pouso, do pátio para aeronaves e a construção de uma sala de embarque estavam previstos em projeto de reestruturação do aeroporto. Mas o Daesp não deu informações sobre o cronograma de obras no local.  A pista, hoje com 1.400 por 30 metros, ficará com 1.700 metros. Segundo informações do Aeroclube de Jundiaí, desde o acidente com o Airbus da TAM, vôo 3054, em julho deste ano, o movimento do aeroporto cresceu. Dados do Daesp, mostram que 2.546 passageiros desembarcaram no aeroporto em 2006. Até agosto deste ano, o Daesp já tinha registrado o embarque e desembarque de 4.150 passageiros e 664 vôos não regulares. Atualmente, o terminal de passageiros tem 400 metros quadrados. A sala de embarque em Congonhas tem 7.100 metros quadrados.

Tudo o que sabemos sobre:
Aeroporto de JundiaíCongonhas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.