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Aeroporto de Cumbica tem ao menos sete furtos de rodas de carros em 18 dias

Pelo menos outros dois casos semelhantes foram registrados na cidade de São Paulo desde quinta-feira, 28; um dos furtos ocorreu no estacionamento de um crematório municipal

Priscila Mengue e Tiago Queiroz, O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2017 | 12h13

SÃO PAULO - Ao menos sete carros tiveram as quatro rodas furtadas enquanto estavam estacionados no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Os casos ocorreram nos dias 6, 9, 11, 17, 20, 22 e 24 de setembro no período da noite, especialmente de madrugada, de acordo com o delegado titular da 3º Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur), Luiz Guerra.

Após o furto, os veículos eram deixados no chão ou sustentados por macacos e blocos de concreto. Segundo o delegado, os crimes são “completamente novidade” no aeroporto e todas as rodas roubadas eram de liga leve, embora os automóveis não fossem de luxo. “Em breve a gente deve prender. Vão voltar a furtar e vão ser flagrados pelas nossas equipes aqui”, declara.

“Estamos trabalhando as imagens tentando identificar algum perfil de dia de semana e horário, mas como são poucos casos, ainda não conseguimos traçar esse mapa. Mas as está trabalhando basicamente com as imagens e identificando suspeitos que a gente já vinha investigando no passado”, explicou o delegado.

De acordo com Guerra, o aeroporto enfrentou recentemente uma onda de furtos de estepes realizada por duas quadrilhas, que tiveram três integrantes presos em flagrante nos dias 8 e 24 de agosto. Em um único mês, 30 casos foram identificados. 

Em nota, a empresa responsável pelo estacionamento, a Estapar, afirmou ter atendido todas as vítimas dos furtos. "A Estapar preza pela segurança do patrimônio de seus clientes e, no caso do Aeroporto Internacional de Guarulhos, conta com uma empresa terceirizada especializada em segurança patrimonial. Sobre o ocorrido, a Estapar esclarece que todos os clientes foram devidamente atendidos e está atuando junto à segurança aeroportuária e às autoridades competentes para que cessem esse tipo de ocorrência."

Outros casos. Ao menos outros dois crimes semelhantes ocorreram na cidade de São Paulo desde quinta-feira, 28. Um dos casos ocorreu entre as 4h40 e as 5 horas da madrugada desta sexta-feira, 29, quando um homem retirou as quatro rodas de um Gol branco estacionado na Rua Heliotropios, em Mirandópolis, na zona sul, a 350 metros da estação Praça da Árvore do Metrô.

Em imagens registradas por câmeras de segurança de um edifício próximo, o criminoso aparece retirando duas rodas e dois pneus e, depois, retorna para retirar o par restante. De acordo com vizinhos, o veículo estava alugado por um morador da região. O carro permanecia no local no fim da tarde, por volta das 17 horas, estando sustentado sobre pedaços de madeira e um macaco.

Já o outro furto ocorreu no estacionamento interno do Crematório Municipal Dr. Jayme Augusto Lopes, na Vila Alpina, na zona leste de São Paulo. Na ocasião, a arquiteta Patrícia Regina Matos Ortega, de 41 anos, deixou o seu carro no local por volta das 10 horas para comparecer ao velório de uma conhecida. Ao retornar, por volta das 14h30, avistou o veículo (do modelo Spin) caído para o lado, momento em que viu que haviam sido furtadas as duas rodas, os dois pneus e até os parafusos do lado direito do carro.

Segundo Patrícia, a proprietária de um outro veículo afirmou ter visto o momento da ação, na qual dois homens vestidos com camisa social estacionaram ao lado do  seu carro e utilizaram dois macacos para retirar os equipamentos. “Lá é tudo arrumadinho, com espaço delimitado para cada carro, é um lugar que psicologicamente você não imagina estar tão vulnerável”, declara ela, que calcula ter tido um prejuízo entre R$ 1.500 e R$ 2.500.

A arquiteta disse ter ouvido que outros dois casos semelhantes ocorreram na véspera. Ao Estado, pessoas que trabalham nas proximidades relataram que eles não são exceção. Motorista de uma empresa de guinchos, Alan Rogério Gomes, de 35 anos, diz ter atendido dezenas de casos parecidos na capital neste ano, incluindo cinco nos estacionamentos do crematório e do cemitério da Vila Alpina (desses dois, o último ocorreu há cerca de 15 dias). 

Procurado pelo Estado, o 56º Distrito Policial (Vila Alpina), que atende a região, não informou se registrou ocorrências do tipo. Por meio de nota, o Serviço Funerária da Prefeitura afirmou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) está aumentado o número de rondas nos cemitérios e velórios municipais de São Paulo.

“De janeiro a agosto foram efetuadas 462 rondas no Cemitério São Pedro e 457 rondas no Crematório Vila Alpina. Lembramos, no entanto, que os bolsões existentes nas proximidades dos cemitérios e crematório são localizados na via pública, onde as ocorrências devem ser atendidas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo”, informou.

“A atual gestão entende que a melhoria significativa na qualidade dos serviços prestados à população, incluindo a segurança, será obtida com a concessão dos cemitérios e do crematório ao setor privado.” 

 

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