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Os bombeiros informaram que uma aeronave de asa fixa caiu nas imediações da Rua Cezira Giovanoni Moretti, em Piracicaba Corpo de Bombeiros-SP

Acionista da Cosan, Celso Silveira Mello Filho e família morrem em queda de avião em Piracicaba

O empresário, a mulher e três filhos, além do piloto e do copiloto, são as sete vítimas do acidente que aconteceu na manhã desta terça-feira no interior de São Paulo. Mello era irmão do também empresário Rubens Ometto

José Maria Tomazela, Marco Antônio Carvalho e Wagner Gomes, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2021 | 09h56
Atualizado 14 de setembro de 2021 | 19h11

O empresário e acionista da Cosan Celso Silveira Mello Filho, sua esposa e três filhos morreram na queda de uma aeronave King Air 360, na manhã desta terça-feira, 14, em Piracicaba, interior de São Paulo. O avião, que havia decolado do aeroporto local com sete ocupantes, explodiu e pegou fogo após a queda, não deixando sobreviventes. Além da família Silveira Mello, o piloto do avião e o co-piloto também morreram.

Celso Mello, de 73 anos, era acionista e irmão do presidente do Conselho de Administração da Cosan, Rubens Ometto Silveira Mello – o grupo Cosan é um dos maiores conglomerados sucroalcooleiros do mundo.  Conforme nota da empresa, também estavam no avião a esposa de Celso, Maria Luiza Meneghel, de 71, seus três filhos, Celso, de 46, Fernando, de 46, e Camila, de 48, o piloto Celso Elias Carloni, de 39, e o copiloto Giovani Gulo, de 24 anos.

Conforme testemunhas, o bimotor perdeu altura e acabou caindo em uma área de mata no bairro Santa Rosa, depois de se chocar com alguns eucaliptos. A explosão causou um incêndio no local, que fica próximo à Faculdade de Tecnologia.

Equipes do Corpo de Bombeiros encontraram o avião em chamas e constataram que não havia sobreviventes. Mesmo assim, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estiveram no local. A área da queda fica atrás de um condomínio residencial.

O delegado do 5º Distrito Policial, Fábio Rizzo de Toledo, acompanhou as buscas a possíveis sobreviventes. Segundo ele, o avião havia decolado do Aeroporto de Piracicaba e caiu logo em seguida, por volta das 9 horas.

Toledo disse que serão necessários exames para a confirmação da identidade das vítimas e a liberação dos corpos, já que os corpos ficaram carbonizados. A Polícia Civil vai apurar em inquérito as causas do acidente.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou, em nota, que o Quarto Serviço Regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado e já enviou uma equipe de peritos para o local em que a aeronave de matrícula PS-CSM se acidentou.

“Na ação inicial, os investigadores investigam indícios, fotografam cenas, retiram parte da aeronave para análise, ouvem relatos de testemunhas e reúnem documentos.” Conforme o órgão, a conclusão das investigações terá o menor prazo possível.

A morte do empresário, membro de uma família que é referência no agronegócio brasileiro, causou grande repercussão em Piracicaba. O prefeito Luciano Almeida (DEM), que esteve no local do acidente, informou que decretaria luto oficial.

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Celso Silveira Mello Filho, morto em acidente aéreo, atuou no agronegócio e foi educador

No setor esportivo, Celso foi presidente do Esporte Clube XV de Piracicaba, time de sua terra natal. Prefeitura decretou luto oficial de três dias após acidente que também vitimou a mulher e três filhos do empresário

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2021 | 14h41
Atualizado 14 de setembro de 2021 | 19h13

SOROCABA – O empresário Celso Silveira Mello Filho, de 73 anos, morto na queda do seu avião, nesta terça-feira, 14, em Piracicaba, interior de São Paulo, teve participação relevante no agronegócio brasileiro, mas também se dedicou a outras atividades. No setor esportivo, Celso foi presidente do Esporte Clube XV de Piracicaba, time de sua terra natal.

O clube publicou nota lamentando seu falecimento e das demais vítimas do acidente. Na área educacional, o empresário fundou e dirigiu a Faculdade de Ensino Superior da Amazônia, em Redenção, sul do Pará.

Celso era presidente da CSM Agropecuária, no Pará, e tinha participação em empresas dos Estados de São Paulo, Paraná e Tocantins, entre elas a Vale Bonito Agropecuária. Seus negócios envolviam criação de gado e cultivo de grãos. 

Foi no setor sucroalcooleiro que o economista Celso Mello mais se destacou, participando da coordenação geral de projetos na Usina Costa Pinto, matriz do grupo Cosan e da Raízen, seu braço energético.

Mello atuou principalmente para aumentar a capacidade de produção de álcool nas usinas. Ele é irmão do presidente do Conselho de Administração da Cosan, Rubens Ometto Silveira Mello, que foi apontado pela revista Forbes entre os dez bilionários  mais “verdes” do mundo, em 2013, pela produção de energia limpa.

Conforme a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Celso Silveira “teve importante contribuição para o desenvolvimento do setor sucroenergético brasileiro”.

Além do empresário, morreram sua mulher Maria Luiza Meneghel, de 71 anos; a filha Camila Meneghel Silveira Mello Zanforlin, de 48; e os filhos gêmeos Celso Meneghel Silveira Mello e Fernando Meneghel Silveira Mello, de 46 anos. O acidente também causou a morte do piloto Celso Elias Carloni, de 39 anos, e do copiloto Giovani Dedini Gulo, de 24.

Um dos filhos do empresário, Fernando, era atleta de tiro esportivo. Ele foi campeão sul-americano e chegou a representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, em 2019, na categoria fossa olímpica. O outro filho, Celso, era piloto de autocross desde a adolescência e foi tricampeão brasileiro na modalidade (2011, 2012 e 2017). O pai também praticava o autocross.

Prefeitura de Piracicaba decreta luto oficial de três dias

O prefeito de Piracicaba, Luciano Almeida (DEM) decretou luto oficial de três dias no município em homenagem às vítimas do acidente. “Lamento profundamente e presto minha solidariedade aos familiares e amigos das vítimas. Decretamos luto oficial no município como forma de prestar nossa homenagem neste momento tão difícil”, disse.

A Câmara Municipal baixou as bandeiras a meio mastro em luto pela morte do empresário, familiares e tripulantes do avião. Conforme o presidente Gilmar Rotta (CID), as audiências públicas e sessões respeitarão um minuto de silêncio. “Celso era uma pessoa generosa, de rara competência, um empresário comprometido com as causas sociais e com o fortalecimento da economia de Piracicaba”, disse.

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