Aeronáutica não irá atender proposta de aéreas para Congonhas

Decea limita a 33 pousos e decolagens por hora no aeroporto; empresas querem 44

Tânia Monteiro,

14 de agosto de 2007 | 21h18

Se depender do Departamento do Controle do Trafego Aéreo da Aeronáutica (Decea), as companhias aéreas não serão atendidas na principal reivindicação apresentada ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, em reunião na segunda-feira. Elas querem voltar a fazer 44 pousos e decolagens por hora no congestionado aeroporto de Congonhas. O Conac, por unanimidade, aprovou, no final de julho, que, mesmo depois do final das obras de colocação de grooving (ranhuras para facilitar o escoamento de água) na pista principal do aeroporto, os pousos e decolagens devem ficar limitados a 33 movimentos/hora. Para o governo, este número de movimentos foi estipulado com base na capacidade do aeroporto de receber 12 milhões de passageiros por ano. Até o acidente com o Airbus da TAM, que deixou 199 mortos, há um mês, o aeroporto estava operando com 48 pousos e decolagens em horários de pico. Com isso, os atrasos eram freqüentes e o aeroporto estava recebendo 18,8 milhões de passageiros ano, volume muito acima do que a sua capacidade normal. Com isso, as salas de embarque estavam freqüentemente lotadas. O presidente da Infraero, Sergio Gaudenzi, acha que o assunto tem de ser estudado e avaliado, conforme apresentação de justificativas técnicas. "Se as empresas apresentarem um estudo que comprove que e possível aumentar o número de vôos sem causar transtornos, não vejo porque o Conac não vai discutir a questão e ate se entenderem ser razoável, reconsiderar. Mas há um dado importante nesta discussão que é a capacidade do aeroporto, que está no limite, com 33 pousos e decolagens. Então tudo isso tem de ser discutido e muito bem conversado", comentou Gaudenzi. Somente depois que o ministro Nelson Jobim retornar do Rio Grande do Sul, e tiver analisado as justificativas encaminhadas pelas empresas aéreas ao ministério e que ele respondera `as companhias aéreas. Um novo encontro devera ocorrer na semana que vem. Mas, na sexta-feira as empresas aéreas prometem apresentar para o governo um novo estudo de sua malha aérea para o aeroporto de Congonhas. O assunto, de acordo com Gaudenzi, também devera ser discutido com o assessor da Defesa, brigadeiro Jorge Godinho e a direção da Agencia Nacional de Aviação Civil. Pista escorregadiaO presidente da Infraero disse ainda que "vai mandar os engenheiros da empresa`` estudar as queixas apresentadas pelos pilotos de que a pista de Congonhas ficou mais escorregadia, depois das obras realizadas durante o mês passado. "Acho difícil ter ficado mais escorregadia depois das obras. Mas, se eles estão falando, vamos verificar", declarou Gaudenzi, depois de salientar que o grooving esta instalado em Congonhas e a conclusão de sua colocação vai demorar mais uns 20 dias. "Se estiver escorregadia, vamos ter de tomar providencias", disse ele, anunciando que uma vistoria e conseqüente decisão em função do que for observado não leva mais do que 48 horas.

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