Aeronáutica investiga se houve sabotagem no Cindacta-4

Força considera " muito estranho" ter havido uma falha desta proporção no sistema de geradores reservas

Tânia Monteiro,

21 de julho de 2007 | 21h24

A Aeronáutica está investigando a possibilidade de ter havido uma sabotagem no sistema de energia elétrica do Centro de Controle de Vôos de Manaus (Cindacta IV). A sindicância foi aberta porque o Comando da Aeronáutica considerou " muito estranho" ter havido uma falha desta proporção no sistema de geradores reservas, gerando um completo apagão no sistema, durante uma inspeção de rotina onde foi encontrada uma pequena anormalidade.    Atrasos atingem 44,7% dos vôos nos aeroportos Pane no Cindacta-4 desvia vôos internacionais   No comunicado oficial sobre a pane, distribuído dezoito horas depois do problema, a Aeronáutica disse que a causa da falha em Manaus foi um curto-circuito no sistema de energia elétrica do centro de controle de vôos. A pane provocou um novo caos nos aeroportos, com vôos internacionais impedidos de chegar ao País, além de atrasos em quase metade dos vôos nos aeroportos brasileiros.   Os Cindacta de Manaus e de Brasília são os mais resistentes ao enquadramento determinado pelo Comando da Aeronáutica que tem sido rígido no tratamento com os controladores de vôos. Em dezembro, quando houve uma queda no sistema de comunicações em Brasília, paralisando o tráfego aéreo no País, também houve suspeita de sabotagem. Naquela época, os oficiais não entendiam como um técnico especialista em comunicações poderia ter colocado uma placa de forma errada no sistema provocando aquele dano. Depois, foi constatado que não houve sabotagem.   "É uma situação muito estranha. Se esse problema tivesse ocorrido em Curitiba (onde são mínimos os problemas com os controladores), a desconfiança em relação a uma sabotagem seria muito menor", comentou um oficial. Técnicos e engenheiros do Departamento de Controle do Espaço Aéreo foram deslocados para Manaus e estão fazendo uma inspeção. Eles também ajudaram na realização da sindicância que deve durar cerca de 40 dias.

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