Aéreas terão que instalar softwares para manetes em Airbus

Desembargador federal revogou o limite de 130 passageiros em aviões que operam em Congonhas

Reuters,

17 de outubro de 2007 | 08h12

As empresas que operam com aviões Airbus A320 em Congonhas têm 30 dias para instalarem um software que impede que os manetes do avião fiquem fora da posição correta durante o pouso. A decisão foi tomada pelo desembargador federal Roberto Haddad, na noite da terça-feira, 16.    Relatório final da CPI do Senado culpa pilotos do Legacy e da TAM  CPI quer devassa em empreiteiras  Senado aprova primeiro nome para a nova Anac   "A medida é um complemento às demais normas de segurança exigidas para o pouso e decolagens em Congonhas, tendo em conta que a falta de tal equipamento vem sendo apontada como uma das falhas que possibilitaram o acontecimento com o vôo 3054", afirmou Haddad, em sua decisão.   Haddad se referia à tragédia com um A320 da TAM em 17 de julho. Na ocasião, 199 pessoas morreram quando a aeronave colidiu contra prédios próximos a Congonhas depois de tentar pousar na pista principal do aeroporto, na zona sul de São Paulo.   Limite de passageiros   Em resposta ao embargo declaratório movido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) contra uma decisão que impôs restrições às operações em Congonhas, o desembargador também decidiu revogar o limite de 130 passageiros para os aviões que operam no aeroporto paulistano.   Haddad, que também foi o autor da decisão que gerou o embargo, disse que decidiu revogar essa restrição após ser informado pela Anac que o peso das aeronaves obedece a variáveis que não se limitam ao número de passageiros a bordo.   Ainda de acordo com a decisão, a agência reguladora lhe apresentou tabelas que seriam usadas internacionalmente, as quais ele anexou à sua decisão determinando que sejam obedecidas. "Deixo claro que nenhum equipamento que prejudique a performance da aeronave, para o pouso ou decolagem poderá estar inoperante ou operando apenas parcialmente", acrescentou Haddad em sua decisão.   Assim, fica mantida a determinação anterior que proíbe a operação de aviões com reverso travado em Congonhas. O A320 da TAM, acidentado em 17 de julho e protagonista da pior tragédia da história da aviação brasileira, tinha um dos reversos da turbina travado. Além disso, dados preliminares das caixas-pretas da aeronave indicaram que um possível mal posicionamento dos manetes do avião podem ter contribuído para o acidente.

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