André Lessa/AE
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Advogados trocam ofensas no segundo dia do julgamento de Gil Rugai

Julgamento foi interrompido para o almoço e será retomado durante a tarde

O Estado de S.Paulo,

19 de fevereiro de 2013 | 13h21

SÃO PAULO - Terminou o primeiro depoimento do segundo dia de julgamento de Gil Rugai, acusado de matar o pai e a madrasta no dia 28 de março de 2004. Em nova estratégia da defesa para desclassificar as testemunhas de acusação, o instrutor de voo de Luiz Carlos Rugai na época do crime, Alberto Bazaia Neto, foi relacionado a escândalos de tráfico internacional de drogas. Os advogados de defesa Thiago Anastácio e Marcelo Feller o indagaram sobre a participação dele e da família dele em um esquema de receptação e distribuição de drogas a partir do Aeródromo de Itu, onde Luiz Carlos Rugai praticava aulas de voo.

Para a acusação, trata-se de uma estratégia de "baixo nível", que tem como objetivo tirar o foco do julgamento. O promotor de justiça Rogério Zagallo, destacou que a testemunha é importante para o júri por ter ouvido de Luiz Carlos um desabafo sobre o filho dias antes do crime: "Luiz Carlos contou a ele (Alberto) que tinha medo do filho e que teria ouvido de Gil a seguinte frase: ‘pai me ajuda, na minha cabeça só penso em te f...", destacou o promotor. Durante essa conversa, Luiz Carlos teria classificado Gil Rugai como uma pessoa perigosa, com alta capacidade de persuasão.

O julgamento foi interrompido para o almoço e será retomado durante a tarde, quando será ouvido o delgado responsável pelo inquérito, Rodolfo Chiarelli.

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