Advogados de Elize Matsunaga querem mostrar que marido já estava morto quando foi esquartejado

Intenção da defesa é excluir pelo menos uma das qualificadoras do crime (assassinato cometido por meio cruel), reduzindo a eventual pena da ré

William Cardoso, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2012 | 18h53

SÃO PAULO - A defesa da bacharel de direito Elize Araújo Kitano Matsunaga pediu à Justiça, nesta terça-feira, 11, a exumação do corpo do executivo Marcos Kitano Matsunaga. Segundo os defensores, há dúvidas se a ré esquartejou o marido quando ele ainda estava vivo. O crime aconteceu em 19 de maio, no apartamento do casal, na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo.

A intenção da defesa é mostrar que Matsunaga já estava morto quando foi esquartejado por Elize, o que excluiria pelo menos uma das qualificadoras do crime (assassinato cometido por meio cruel), reduzindo a eventual pena da ré. No laudo necroscópico, o perito Jorge Pereira Oliveira afirmou que houve asfixia em razão da degola, o que aponta que Matsunaga estaria ainda vivo quando Elize iniciou o esquartejamento.

O advogado de defesa, Luciano Santoro, afirmou na segunda-feira, 10, que há contradições entre o laudo necroscópico, a certidão de óbito de Matsunaga e o depoimento do perito, que impossibilitaria uma conclusão definitiva se houve ou não uma fratura no crânio da vítima, provocado pelo tiro da pistola calibre 380 de Elize. "Se houve fratura na base do crânio, ele morreria imediatamente. Todas as doutrinas dizem que o tempo de vida dele não passaria de dois ou três segundos", afirmou a assistente de defesa, Roselle Soglio.

O promotor José Carlos Cosenzo disse que discorda da exumação, mas que não irá impedir que seja realizada caso seja necessária, justamente para que não paire dúvida sobre o que de fato aconteceu.

A previsão é de que Elize vá a júri apenas no segundo semestre do ano que vem.

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