Advogado que matou namorada em Higienópolis ganha direito de ficar preso em casa

A Justiça concedeu prisão domiciliar ao advogado Sérgio Brasil Gadelha, de 74 anos, que confessou ter matado, após uma briga, a companheira Hiromi Sato, de 57

Tiago Dantas, O Estado de S. Paulo

25 Abril 2013 | 17h40

O advogado Sérgio Brasil Gadelha, de 74 anos, que confessou ter matado a companheira, a secretária executiva Hiromi Sato, de 57, neste fim de semana em Higienópolis, região central, deixou a carceragem do 31º DP (Vila Carrão) na tarde desta quinta-feira, dia 25. A Justiça decretou que Gadelha fique em prisão domiciliar até que seja marcado seu julgamento. 

O juiz Alberto Anderson Filho, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, negou o pedido de liberdade que havia sido formulado pela defesa de Gadelha, mas concordou com a prisão domiciliar. "Tendo em conta a idade do indiciado, que ele em momento algum procurou fugir à sua responsabilidade (...), bem como suas condições pessoais, autorizo que permaneça em prisão domiciliar", escreveu o juiz.

O advogado Átila Pimenta Coelho Machado, que defende Gadelha, classificou a decisão judicial como "muito sensata". "Ele (Gadelha) está extremamente abalado. Me disse várias vezes: 'Ela era a mulher da minha vida", afirmou Machado, que não pretende recorrer. Na prisão domiciliar, o indiciado não pode sair da casa para nada.

Gadelha confessou ter brigado com Hiromi e a agredido por causa de ciúmes no sábado, dia 20. Peritos encontraram hematomas no rosto, braços, barriga e costas da vítima, além de uma marca de esganadura em volta do pescoço. Na noite de domingo, uma filha de Gadelha chamou os médicos, que constataram a morte da vítima e avisou a polícia. 

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