Advogado morre com tiro na cabeça ao ter casa invadida na zona norte de SP

Imóvel invadido passa por reforma e intenção era instalar sistema de segurança igual ao da empresa

Pedro da Rocha, do estadão.com.br,

29 Julho 2011 | 02h26

SÃO PAULO - O advogado e dono de imobiliária Carlos Alberto Fidalgo Tavares, de 55 anos, foi morto, no final da noite de quinta-feira, com dois tiros na cabeça, dentro de casa - em um sobrado de classe média alta - localizada na Avenida Conceição, na Vila Ede, na zona norte de São Paulo. A Polícia Civil ainda não sabe qual a motivação do crime.

 

A esposa de Tavares, Vera Doroci Calzado, de 56 anos, e o filho do casal, Júnior, de 17 anos, assistiam à televisão em um dos quartos quando ouviram o advogado gritar pelo nome do adolescente. Na sequencia, ouviram três disparos de arma de fogo e latidos dos dois cachorros da residência. Com medo, os dois ligaram para a Polícia Militar (PM) e só deixaram o quarto quando uma viatura apareceu. O advogado, de pijama, já estava morto, caído na cozinha.

 

O sargento Fernando, do 9º Batalhão da 3ª Companhia da PM, que atendeu a ocorrência, contou que "as luzes da frente estavam apagadas. O filho do casal foi quem nos abriu o portão e disse ter visto o pai caído". As duas casas germinadas vizinhas à residência da vítima têm muros baixos, e seria fácil entrar na moradia do advogado por um deles. Mas a polícia ainda não sabe como o assassino entrou na residência. A porta da frente estava entreaberta quando a PM chegou.

 

A fachada moderna da residência destoava das moradias velhas da mesma rua. A casa tem piscina, campo de futebol e salão de festas. Há cerca de cinco meses ela passa por reforma, e a intenção de Carlos era instalar um sistema de segurança após o término das obras. Nada foi roubado.

 

Segurança. O advogado Elói Brazuna, de 50 anos, que prestava serviços para a empresa de Tavares, contou que a imobiliária possui forte esquema de segurança, inclusive com saída de emergência para um vizinho. "Ele era muito preocupado com a violência, inclusive com o filho, quando este saia, com medo de sequestro".

 

Carlos morava há pelo menos 20 anos no bairro, segundo vizinhos. O caso será registrado no 9º Distrito Policial, do Carandiru, como homicídio. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu as investigações.

 

Atualizado às 10h37

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