Advogado confessa ter estrangulado mulher por ciúme em Higienópolis

Foi enterrado na manhã desta terça-feira, 23, no Cemitério da Paz, no Morumbi, o corpo de Hiromi Sato, de 57 anos, estrangulada e morta pelo companheiro em seu apartamento em Higienópolis, região central, no fim de semana. O advogado Sérgio Brasil Gadelha, de 74 anos, confessou o crime e disse que agiu por ciúmes. O casal começou a namorar três anos atrás e vivia junto havia pelo menos dois. O advogado, que tinha um escritório de assessoria fiscal e tributária no local, está preso em uma cela para quem tem curso superior. A defesa entraria, na segunda à noite, com pedido de liberdade.

TIAGO DANTAS, O Estado de S.Paulo

23 Abril 2013 | 02h03

Hiromi e Gadelha vinham se desentendendo, segundo o advogado. No fim da tarde de sábado, 20, eles brigaram. Gadelha disse que, apesar da agressão, passou a noite com a mulher e ela estava viva.

Médicos só foram chamados na noite de domingo, quase 30 horas após a briga, quando uma filha de Gadelha foi ao apartamento. A médica que atendeu Hiromi disse a um policial que a provável causa da morte foi estrangulamento. Um laudo deve sair em 30 dias.

A perícia achou vários sinais de agressão no corpo de Hiromi. O relato do médico que a examinou indica hematomas nos braços, rosto, boca, costas, abdome e canela, além das marcas de estrangulamento. Ainda havia muitos fios de cabelo preto no quarto do casal - os de Gadelha são brancos.

Manchas. Na banheira da suíte do casal, havia edredom e panos sujos por um líquido parecido a sangue. Havia manchas também em lençóis e travesseiros e panos de chão e roupas de cama de molho na lavanderia.

Gadelha confessou as agressões, mas disse que não tinha intenção de matar. Ele já havia sido processado no ano passado por dirigir embriagado.

A briga do casal no sábado chegou a ser ouvida por vizinhos. "No domingo, o pessoal estava falando sobre a barulheira, de coisa sendo jogada, mas até então ninguém sabia o que era", disse uma dona de casa que pediu anonimato.

O taxista Germano de Freitas Santos, de 41 anos, que trabalha em um ponto próximo ao local, reconheceu as imagens do casal na televisão. "Sempre a via passando por aqui. A gente nunca imagina que possa acontecer uma coisa dessas."

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