Advogado abandona o júri e Marcola não será julgado nesta 5ª

Defesa alega que não teve acesso aos documentos do processo; Carambola, líder do PCC, ainda deve ser julgado

Marcelo Godoy, O Estado de S. Paulo,

01 de outubro de 2009 | 14h53

Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, de 41 anos, não será mais julgado nesta quinta-feira, 1º. O advogado de Marcola, Roberto Parentoni, abandonou o júri depois que o juiz Alberto Anderson Filho, negou seis pedidos da defesa para que o julgamento fosse adiado. A defesa alega que não teve acesso aos documentos do processo nos últimos dias. Marcola decidiu não comparecer ao fórum (a nova lei do júri permite a ausência do réu) nesta quinta. Apesar da saída do advogado de Marcola, Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, de 37 anos, ainda deve ser julgado nesta quinta.

 

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O julgamento estava marcado para começar às 13 horas desta quinta, mas o impasse atrasou o início do júri. Após o anúncio da decisão do juiz, Parentoni levantou no meio da sessão e abandonou o plenário. Antes, o advogado de Marcola, o juiz e o promotor Carlos Talarico discutiam.

 

Carambola chegou ao 1º Tribunal do Júri do Fórum Ministro Mario Guimarães, na Barra Funda, zona oeste paulista, às 11h30. Ele e Marcola são apontados pelo Ministério Público Estadual (MPE) como líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e mandantes do assassinato do juiz-corregedor de Presidente Prudente, Antonio José Machado Dias, em março de 2003.

 

Pouco antes do horário previsto para o início do julgamento, chegaram ao local os delegados Ruy Ferraz Fontes (titular da Delegacia de Roubo a Bancos do Deic) e Godofredo Bittencourt (diretor do Deic na época do crime), ambos testemunhas de acusação.

 

Também estão no local as testemunhas de defesa Luciano César Orlando (diretor do CRP de Presidente Bernardes), Antonio Sérgio de Oliveira (era o diretor na época), Ilda Maria Figueira (delegada da região de Presidente Prudente) e Fernando José Tomazela (ex-diretor geral da Penitenciária 1 de Avaré).

 

O plenário, desde às 13h, estava lotado de advogados, estudantes de direito e jornalistas.

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