Advogadas do PCC são condenadas a mais de 5 anos de prisão

Elas são acusadas de formação de quadrilha e outros crimes; um advogado foi absolvido e três presos

Sandro Villar, de O Estado de S. Paulo,

21 de outubro de 2008 | 17h27

As advogadas Valéria Dammous e Libânia Catarina Fernandes Costa foram condenadas pela Justiça a 5 anos e 8 meses de prisão, em regime aberto, por suas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), organização que atua nos presídios paulistas. Elas são acusadas de integrar a quadrilha que organizou atentados no Estado de São Paulo em 2006. A decisão é do juiz paulistano José Roberto Cabral Longaretti, que também condenou três presos responsabilizando-os, junto com as advogadas, pelos conflitos ocorridos entre maio e junho de 2006, causando dezenas de mortes e destruição. Na mesma sentença, anunciada no último dia 17 e ainda não publicada, o juiz absolveu o advogado Eduardo Diamante. Ele e Valéria são de Presidente Prudente, enquanto Libânia atuava na Baixada Santista.  Além da condenação à prisão, os acusados terão de pagar mais de R$ 27,4 milhões de indenização ao Estado por danos ao patrimônio público, como as depredações nos presídios de Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Junqueirópolis, Mirandópolis, Getulina, Itirapina, Santos e São Paulo. Agentes penitenciários se tornaram reféns de detentos amotinados durante os atentados. Por conta dos atentados, as advogadas e os presos Orlando Mota Júnior, o Macarrão, Cláudio Rolim de Carvalho, o Polaco, e Anderson de Jesus Parro, chamado pelo apelido de Moringa, também foram condenados por cárcere privado. Macarrão teve a pena aumentada em 6 anos e 10 meses, Polaco em 6 anos e Moringa, 6 anos e 11 meses. O trio comanda o PCC. Além de cárcere privado, os cinco réus são acusados de formação de quadrilha, rebeliões e danos ao patrimônio público."As rés Valéria e Libânia, ouvidas na fase extrajudicial, confessaram a autoria dos delitos", afirmou o juiz na sentença. O magistrado disse também que a quadrilha "agiu de forma una e organizada, visando cometer diversos crimes".

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