Advogada trabalhava na hora da morte de zelador, diz defesa

Segundo advogado, Ieda da Silva Martins estava em seu escritório e retornou para casa somente às 17h

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

03 de junho de 2014 | 11h26

Atualizado às 13h25

SÃO PAULO - No momento  em que o publicitário Eduardo Martins assassinou o zelador Jezi de Sousa, às 15h30 de sexta-feira, 30, a advogada Ieda estaria trabalhando em seu escritório. Foi o que afirmou o advogado de defesa de Ieda da Silva Martins, Roberto Guastelli, em entrevista ao Estado.

A mulher de Martins, que está em prisão temporária e deve ser transferida ao 89º Distrito Policial (Morumbi) ainda nesta terça-feira, 3,  teria retornado para casa às 17h, porque o marido ligou dizendo que passava mal, meia-hora antes, defende o advogado.

Ieda não teria percebido que houve uma discussão no local, tampouco que o corpo do zelador estava na mala. "Não tinha cheiro nem muito sangue", defendeu Guastelli. "Ela não sabia do crime brutal que o marido cometeu", argumentou.

As imagens do condomínio mostram Ieda ajudando a levar a mala que continha o corpo do zelador no veículo Logan. Segundo seu advogado, ela já separava roupas e calçados há algum tempo para doar, e pensou que se tratasse dos objetos. "Ele pegou a parte mais pesada, nas rodinhas, ela só ajudou", disse Guastelli.

Às 15h, Martins teria levado o filho para uma aula de reforço e retornado para casa, quando cometeu o crime e ligou para a mulher em seguida. Ieda, segundo o advogado, chegou às 17h, notou que o marido estava melhor, saiu para comprar pão e produtos escolares para o filho e só depois ajudou a carregar a mala. As imagens de Ieda saindo não foram divulgadas, mas Guastelli afirmou que as pediu.

O advogado entrará com pedido para revogação da prisão temporária de sua cliente. "É primária, profissional liberal, tem residência própria e ainda contribuiu com a justiça. Ieda ficou perplexa quando soube", declarou.

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