Marco Ambrósio/Estadão
Marco Ambrósio/Estadão

Advogada e publicitário são indiciados por homicídio de zelador

Ieda Cristina e o marido Eduardo Martins fizeram acareação no 13.º Distrito Policial. Casal é acusado de assassinar Jezi Lopes de Souza

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

15 Julho 2014 | 12h07

Atualizado às 21h03

SÃO PAULO - O publicitário Eduardo Martins, de 47 anos, e sua mulher, a advogada Ieda Cristina Martins, de 32, foram indiciados nesta terça-feira, 15, pela Polícia Civil pelo homicídio do zelador Jezi Lopes, de 69 anos. O idoso foi morto e esquartejado no dia 30 de maio, no apartamento do casal.
Nesta terça, os dois se reencontraram novamente no 13.º Distrito Policial (Casa Verde), na zona norte. No dia anterior, a polícia recebeu os laudos da perícia que confirmaram que o sangue encontrado no apartamento do casal era do zelador.
No entanto, o material encontrado em um par de botas de Ieda e dentro do carro não pertenciam à vítima. A polícia acredita que o calçado e o automóvel tenham sido lavados. Uma nova perícia foi solicitada.
Martins já havia confessado ter assassinado o zelador e esquartejado o corpo. No entanto, ele livrou a mulher das acusações e a advogada, que já estava presa, sempre negou ter participação ou conhecimento do crime que aconteceu dentro de seu apartamento.

Mas, mesmo com o laudo não comprovando o envolvimento de Ieda no crime, a delegada Silvia Fagundes afirma que a Polícia Civil tem “convicção” de seu envolvimento.
Segundo a delegada, no dia do crime, o publicitário telefonou para a mulher dizendo que havia assassinado o zelador. Ieda estava fora do apartamento.
Antes de voltar para casa, ela comprou rolos de fita adesiva. A delegada afirmou que o material foi usado para lacrar os sacos onde os pedaços do corpo do zelador foram guardados. O casal foi indiciado por homicídio, fraude processual, porte de arma e ocultação de cadáver.
Para Marcelo Primo, advogado de Ieda, o resultado da perícia inocenta sua cliente. “Acho um absurdo (a acusação). Os laudos comprovam que ela nunca esteve na cena do crime nem participou do homicídio e da ocultação”, disse.
Além do crime contra o zelador, Ieda também é acusada de ter assassinado o primeiro marido, no Rio, em 2005. A pistola e o silenciador usados no crime foram encontrados no apartamento do casal.

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