Advogada é morta em tentativa de assalto na Rua Vergueiro

Vítima levou um disparo enquanto conversava com prima dentro do carro. Bandidos fugiram a pé e não levaram nada

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2012 | 03h02

A advogada Renata Fabiana de Campos Moraes, de 38 anos, foi assassinada na noite de domingo durante uma tentativa de assalto na Rua Vergueiro, na zona sul de São Paulo. Três suspeitos participaram da ação, fugiram sem levar nada e, até a noite de ontem, ainda não haviam sido presos pela polícia.

Segundo parentes, Renata voltava de um encontro com um grupo de amigas em um bar na Vila Madalena, onde tinha passado toda a tarde. Imagens das câmeras de um prédio vizinho ao local do crime mostram a advogada estacionando o carro às 20h41 na altura do número 9.113 da Rua Vergueiro, na Vila Firminiano, nas proximidades da Via Anchieta. Ela parou para deixar em casa a prima, a administradora de empresas Carolina Martins Nascimento de Moraes, de 31 anos, que também estava no encontro, como costumavam fazer quase todas as semanas.

As duas ficaram no carro - um Focus preto - por sete minutos. A tentativa de assalto aconteceu às 20h48. Um rapaz vestindo bermuda jeans, moletom e um boné se aproximou. A advogada acelerou o carro e o bandido disparou o revólver.

Parentes dizem que a advogada não tentou reagir. "Ela ainda falou para a minha filha se abaixar que era um assalto. Até levantou as mãos", disse a autônoma Conceição Moraes, de 54 anos, tia de Renata.

Descontrolado, na contramão, o Focus bateu em outros quatro carros até parar. Renata foi levada com vida até o Hospital Ipiranga, na Avenida Nazaré, onde morreu. Havia a suspeita de que o tiro fora dado com uma bala "dundum", projétil de ponta oca que se fragmenta no corpo da vítima. Carolina não se feriu, mas ficou em estado de choque.

Tio de Renata, o marceneiro Ricardo Moraes, de 60 anos, contou que a sobrinha já tinha sido vítima de um assalto havia aproximadamente um ano, quando visitava a mãe em São João Clímaco, na mesma região. Na ocasião, ela estava acompanhada do filho, de 10 anos. "As leis são muito brandas para os bandidos", afirmou Moraes.

Câmeras. Imagens das câmeras do prédio mostram ainda que, além do atirador, outros dois suspeitos davam cobertura ao assalto. Um deles escapou tranquilamente por uma rua lateral. Já o outro, acompanhado daquele que fez o disparo, fugiu correndo.

Um porteiro viu o responsável pelo tiro com a arma na mão e foi ouvido pela polícia. O caso foi registrado no 83.º Distrito Policial, mas será investigado pelo 3.ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, responsável por apuração de chacinas e latrocínios.

A advogada era casada e morava também na Rua Vergueiro, em um prédio distante cerca de 600 metros do lugar onde foi assassinada. O corpo será enterrado na manhã de hoje no Cemitério do Araçá.

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