'Adotar é mais do que ter filho; é definir as escolhas'

Empresário resolveu abrir mão de compromissos internacionais para poder criar de perto o filho Henrique, hoje com 8 anos

Entrevista com

Paulo Borges, diretor criativo da SPFW

O Estado de S. Paulo

09 Agosto 2014 | 22h00

“Quando resolvi adotar, em 2007, estava solteiro, mas queria muito viver a experiência de ser pai. Tinha preferência por menino, negro, que não fosse bebê, exatamente o perfil que a maioria dos casais não aceita, então foi tranquilo. Pensei que o fato de ser gay e solteiro ia dificultar as coisas, mas isso não aconteceu. Me informaram, na época, que eu era o quinto homem solteiro a adotar uma criança no País.

Eu morava num apartamento para uma pessoa, tive de mudar para um maior, em que ele pudesse ter o quarto dele. Também mudei radicalmente minha rotina profissional. Adotar é mais do que ter um filho; é definir suas escolhas. Eu viajava pelo menos uma vez por mês para fora do País. Desde que o Henrique chegou, praticamente parei de viajar. Se faço, é uma viagem nacional em que fico no máximo dois dias.

Você tem de mudar sua vida para poder vivenciar a educação do seu filho. E isso ensina muito. A minha lição hoje é ser mais paciente, tranquilo, amoroso. Com ele, pude conhecer o real sentido da palavra ‘fraternidade’.”

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