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Adolescentes matam colega em SP para ser vingar de bullying

Corpo foi encontrado às margens dos trilhos da estrada de ferro de São José do Rio Preto; jovens confessaram crime

CHICO SIQUEIRA, Especial para O Estado

09 Janeiro 2015 | 17h00

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - Dois adolescentes de 17 anos, que confessaram a morte de um amigo da mesma idade, em São José do Rio Preto (SP), disseram à polícia que praticaram o crime para se vingar do bullying praticado contra eles pela vítima. Os assassinos confessos eram amigos da vítima desde a infância, moravam na mesma região da cidade, estudavam juntos, jogavam no mesmo time de futebol e frequentavam a mesma academia. Mas as brincadeiras teriam causado a desavença que levou a dupla a planejar a morte do amigo.

O corpo do estudante Nivaldo Lopes Júnior, de 17 anos, foi encontrado na quinta-feira, 8, às margens dos trilhos da estrada de ferro. Ele estava desaparecido desde a tarde segunda-feira, 5, quando saiu para ir à academia. Foi morto com um tiro. Nesta sexta-feira, a Polícia Civil revelou que o crime estava esclarecido e que os dois menores tinham planejado e confessado o assassinato. A arma usada, um revólver calibre 22, pertencia ao avô de um dos acusados, cuja família acreditava que havia sido roubada.

A versão apresentada pelos acusados vai contra a de familiares e de conhecidos da vítima que disseram que Nivaldo era um rapaz sossegado, que não arranjava confusões. Segundo o delegado Alceu de Oliveira Júnior, a polícia também não acredita na versão, porque os dois mentiram nos depoimentos, dando versões diferentes sobre a procedência da arma e sobre uma suposta participação de outros jovens no crime. 

Uma das hipóteses é de que o crime tenha sido praticado por ciúmes ou inveja. A vítima tinha apelido de 'Modinha', por usar roupas da moda, ter um corpo bonito e chamar atenção por supostamente ser mais bonito que os colegas. "Eles disseram que a vítima costumava brincar, enxovalhando a aparência deles, mas não aceitava as brincadeiras dos dois", contou o delegado. "Pode ser que a inveja e/ou ciúmes tenham levado ao crime", contou Oliveira Júnior.

De acordo com o delegado, o caso continuará a ser investigado. Amigos dos meninos e o avô, dono da arma, deverão ser chamados para depor. Os dois menores foram liberados e até o início da tarde o Juizado da Infância e da Juventude não havia pedido o recolhimento dos dois acusados.

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