Adolescentes desaparecidas são encontradas em Santa Catarina

Ana Lívia e Giovanna são reconhecidas pelo dono do hotel onde pretendiam se hospedar em Curitibanos

Rodrigo Pereira, Rodrigo Brancatelli e Laura Diniz , O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2008 | 22h20

Terminou na noite desta quarta-feira, 11, em um hotel de Curitibanos, interior de Santa Catarina, a aventura das duas estudantes paulistanas Ana Lívia Destefani Luciano, de 16 anos, e Giovanna Maresti Sant’Anna Silva, de 15 anos. Elas estavam desaparecidas desde quinta-feira à noite, 5, quando Giovanna ligou de seu celular para a avó dizendo que dormiria na casa da amiga.   Com a divulgação da história na mídia, o dono do hotel onde as meninas pretendiam se hospedar as reconheceu e chamou a polícia. Elas foram levadas para o Conselho Tutelar da cidade, confirmaram suas identidades e entraram em contato com suas famílias.   "Está tudo bem com elas, ainda bem que foi a hipótese mais inocente. Acharam que ninguém ia se importar ou ir atrás e tentaram fugir para a Argentina", disse o irmão de Ana Lívia, Gabriel Dib. Por telefone as meninas disseram que passaram por diversas cidades, pegando caronas - mas não detalharam o itinerário.   A mãe de Ana Lívia, Maria Valéria Destefani, ficou sabendo da notícia por volta das 20h45, depois de uma ligação de policiais da cidade de Curitibanos. "Só me falaram que elas estão bem e que vão permanecer no Conselho Tutelar até decidirmos como será a volta", diz. "Fiquei sabendo que o dono do hotel em Curitibanos reconheceu as duas e ligou para a delegacia. Me contaram também que elas foram roubadas durante a viagem, só isso. Devemos mandar agora as passagens aéreas para elas voltarem logo, porque demora muito para a gente ir de carro até lá. Mas graças a Deus estão bem."                                                                        Ana Lívia e Giovanna em Imagens divulgadas por familiares   Já rindo ao telefone e nitidamente aliviada, Maria Valéria ainda pensa em teorias para explicar a viagem da filha de 16 anos. "Vamos conversar bastante quando ela chegar, bastante mesmo", conta. "Acho que ela fugiu porque achava o colégio muito opressivo, queria mudar de lá. Também acho que a Giovanna incentivou ela a fugir, não tem outra explicação. Acho que essa história deu muito pano para manga para ser discutido, muito assunto em pauta. Os pais não sabem o que os filhos pensam, não existe comunicação dentro da família, até que acontece algo como isso. Não vou colocá-la de castigo, isso não, mas vamos ter que conversar."

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