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Adolescentes de Cunha foram baleadas, diz laudo

Estudantes estavam desaparecidas desde a última quarta, 23, e foram encontradas em um matagal a 8 km de onde foram vistas pela última vez, ao voltar da escola

João Carlos de Faria, Especial para O Estado

28 Março 2011 | 19h44

TAUBATÉ - O Instituto Médico Legal de Guaratinguetá (IML) divulgou no início da noite dessa segunda-feira, 28, o resultado dos exames de necropsia das adolescentes Josely Laurentina de Oliveira, 16 anos, e Juliana Vania de Oliveira, 15, encontradas mortas na zona rural de Cunha, a 225 km de São Paulo. As estudantes, que estavam desaparecidas desde a última quarta-feira, dia 23, teriam sido baleadas, sendo Juliana atingida por quatro tiros e Josely por dois tiros. O exame não apontou se as duas sofreram abuso sexual. Uma parte do material foi enviada ao Instituto de Criminalística em São Paulo, para novos exames.

 

Segundo a polícia, os corpos das adolescentes estavam a oito quilômetros de onde foram vistas pela última vez, num matagal de difícil acesso, no bairro Samambaia e apresentavam cortes no pescoço. Elas desapareceram logo que desceram do ônibus escolar, no bairro do Jacuí, onde moravam.

 

As buscas haviam sido intensificadas no final de semana, mobilizando policiais civis e militares, um helicóptero e cães farejadores da PM, além de mais de 60 voluntários. Um telefonema para a delegacia da cidade, na noite de domingo, levou a polícia ao local, na manhã de hoje. Os corpos das estudantes chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) de Guaratinguetá, por volta das 16h30.

 

Os delegados Homero Vilela Vieira, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Guaratinguetá e Marcelo Cavalcanti, da delegacia de Cunha, continuavam em diligencias até o início da noite. Vizinhos das vítimas e outras pessoas também foram ouvidas. A delegada seccional de Guaratinguetá, Sandra Maria Pinto Vergal, disse que há vários suspeitos do crime, entre eles um foragido da Justiça, que era frequentador das imediações da casa das adolescentes.

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