Adolescente pode ter sido morto por homofobia

Polícia Civil aguarda o resultado dos exames que vão apontar a causa da morte; laudo deve ficar pronto em 15 dias

José Maria Tomazela - Agência Estado,

11 de junho de 2012 | 21h53

SOROCABA - A Polícia Civil de Alumínio, a 84 km de São Paulo, investiga a morte de um adolescente de 16 anos, possivelmente assassinado na madrugada de domingo, 10, depois de uma festa na periferia da cidade. O rapaz, que era homossexual, teve a pele riscada com palavras de conteúdo homofóbico.

Havia ainda frases escritas com batom no corpo e na roupa da vítima. De acordo com a polícia, o garoto estava na festa, no bairro Colina Verde, e havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica. Conforme relato feito por testemunhas aos policiais, o adolescente ficou desacordado em razão do excesso de álcool no organismo e teria sido levado por pessoas que estavam num grupo. O corpo, com várias escoriações, foi encontrado mais tarde em outro ponto da cidade, próximo do bairro do Brejo.

Familiares pediram à polícia a investigação da morte, pois acreditam que o rapaz foi vítima de homofobia. A Polícia Civil aguarda o resultado dos exames que vão apontar a causa da morte. O laudo deve ficar pronto em 15 dias.

Um policial de Alumínio que trabalha nas investigações disse que o dono do local em que se realizava a festa era amigo da família da vítima e que os riscos e palavras escritas com batom podem fazer parte de uma brincadeira dos amigos, que não sabiam do quadro grave de embriaguez do rapaz. De acordo com o policial, as escoriações e ferimentos no corpo não seriam suficientes para provocar a morte. Enquanto o laudo não fica pronto, a hipótese de homicídio será investigada. Há suspeita de que possam ter sido colocadas drogas ilícitas na bebida da vítima. O corpo do rapaz foi sepultado no cemitério da cidade.

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