Adolescente é vítima de maníaco da motocicleta em Marília

Homem usando capacete aborda mulheres com moto e as ataca; para delegada, jovem é 7ª vítima em um mês

Sandro Villar, especial para O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2008 | 19h58

Uma estudante de 17 anos é a mais recente vítima do maníaco da motocicleta, que em pouco mais de um mês atacou sete mulheres em Marília, no interior paulista. O número pode ser maior e todas as mulheres da cidade são vítimas potenciais, desde que sejam bonitas, alerta delegada, que já ouviu vários suspeitos. Na madrugada de quinta-feira, 23, ele dominou a moça numa rua e a arrastou para a varanda de uma casa. Usando capacete para esconder o rosto, o maníaco, que sempre age à noite e prefere mulheres jovens e bonitas, abusou da adolescente ameaçando atirar na cabeça dela com uma pistola. Ela gritou por socorro ao perceber que seria estuprada. Os gritos foram ouvidos pelo morador. O maníaco fugiu assim que o homem abriu a porta da casa para ver o que estava acontecendo. Ela não contou nada aos familiares, mas denunciou o maníaco à polícia. Registrado como atentado violento ao pudor, o caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que nesta sexta-feira, 24, anotou mais duas ocorrências. "Os casos, alguns de estupro e outros de atentado violento ao pudor, devem passar de sete, pois há mulheres que não denunciam por medo. Qual é a mulher que não tira a roupa diante de uma arma? Todas as mulheres estão com medo. As jovens e bonitas são vítimas potenciais. Eu sou uma vítima em potencial. Eu tenho medo", disse a delegada Rossana Camacho, titular da DDM. As mulheres foram atacadas em bairros da zona norte, perto de suas casas. "Elas caminhavam sozinhas à noite, o maníaco leva as vítimas para terrenos baldios e edifícios em construção", contou a delegada. Depois de observar que algumas mulheres correram e o maníaco não atirou, pressupondo que a pistola seja de brinquedo, a policial garantiu que a prisão do tarado é "uma questão de tempo". "Mesmo estando em greve temos responsabilidade", completou.

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