Acusados têm 4 mortes em casos de resistência

O policial militar Ailton Vital da Silva, de 37 anos, suspeito de ter executado no dia 12 Dileone Lacerda Aquino, no Cemitério das Palmeiras, em Ferraz de Vasconcelos, já se envolveu em outros três casos de resistência seguida de morte. Já o outro policial que o acompanhava na ocorrência, Filipe Daniel Silva, de 28 anos, nunca havia se envolvido em um caso de resistência seguida de morte.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2011 | 00h00

Os outros casos de resistência seguida de morte em que Vital da Silva se envolveu ocorreram em 2004, 2008 e 2009. Segundo o capitão Emerson Massera, porta-voz da Polícia Militar, a suposta execução ocorrida no dia 12 de março não justifica necessariamente a reabertura dos casos. "Esse pedido de reabertura não cabe à polícia, mas ao Ministério Público. Na época em que esses casos ocorreram, foram feitos Inquéritos Policiais Militares (IPMs) que não apontaram suspeitas de execução", diz.

Abaixo da média. A 4.ª Companhia do 29.º Batalhão da Polícia Militar, segundo avaliação do comando, não costuma registrar problemas sérios de violência. A violência na companhia, aliás, costuma ficar um pouco abaixo da média aceitável - entre 3 e 4 ocorrências de resistências seguidas de morte por ano. "Essa companhia registrou números um pouco abaixo da média", garante Massera.

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