Acusados negam fraudes em museus

Acusados de omissão na apuração de supostas fraudes nos Museus da Casa Brasileira (MCB) e da Imagem e do Som (MIS), os arquitetos Carlos Bratke e Ricardo Ohtake negaram ontem ter tido conhecimento ou participação em qualquer irregularidade. Eles tiveram seus bens bloqueados por decisões judiciais na semana passada, conforme revelou ontem o Estado. O crítico de cinema Amir Labaki, diretor do MIS de 2003 a 2005, também afirmou que não houve prejuízo ao erário durante sua gestão.

EDISON VEIGA, RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2012 | 02h03

As ações civis públicas que motivaram o bloqueio dos bens foram ajuizadas pelo promotor Silvio Antonio Marques. Segundo ele, houve desvio de dinheiro público, uso de notas frias e cessão irregular de espaço dos museus para festas, exposições, livraria e restaurante nos últimos 15 anos. Ele pediu o bloqueio dos bens de nove acusados e o ressarcimento de cerca de R$ 2 milhões aos cofres públicos. A Justiça concedeu o primeiro pedido e vai ouvir os réus antes de decidir por sua condenação ou absolvição.

"Todas as irregularidades foram posteriores à minha gestão", defende-se Bratke, responsável pelo MCB entre 1992 e 1995. "Fico muito triste com uma situação como esta porque eu e todas as outras pessoas envolvidas sempre quisemos o bem da instituição", disse Ohtake, diretor do MIS de 1989 a 1991 e conselheiro da Associação dos Amigos do MIS e da Associação de Amigos do Museu da Casa Brasileira entre 1995 e 2006. "Contesto veementemente as acusações e no final essa decisão vai ser revertida", afirmou Labaki. Seu advogado vai recorrer.

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