Acusados de matar o prefeito Celso Daniel serão julgados nesta quinta

Cinco serão julgados na Grande São Paulo; o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, responde em liberdade

Agência Brasil,

08 de maio de 2012 | 18h08

SÃO PAULO - Cinco acusados de participação na morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em janeiro de 2002, vão ser julgados a partir das 9h30 de quinta-feira, 10, no Fórum de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, a sessão será presidida pelo juiz Antonio Augusto Galvão de França Hristov. Serão julgados Itamar Messias dos Santos Filho, Ivan Rodrigues da Silva, conhecido como Monstro, Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira, o Bozinho, José Edison da Silva e Elcyd Oliveira Brito, o John.

O empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, é também réu no processo e responde em liberdade, beneficiado por um habeas corpus. Sombra, no entanto, não estará no julgamento de quinta-feira, já que o seu processo foi desvinculado dos demais. Ele entrou com recurso no Tribunal de Justiça para não responder por participação no crime, mas a sentença de pronúncia foi confirmada pelos desembargadores. O juiz aguarda apenas o retorno do processo ao tribunal para marcar a data de seu julgamento.

Passados dez anos do crime, Marcos Roberto Bispo dos Santos foi o único condenado até agora. Em novembro de 2010, Santos foi sentenciado a 18 anos de prisão.

Celso Daniel foi sequestrado no dia 18 de janeiro de 2002, quando saía de um jantar com amigo Sombra, que não foi levado pelos bandidos. O prefeito ficou em um cativeiro, em Juquitiba, próximo à Rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo ao Sul do país, mas dois dias depois foi executado a tiros.

Em abril do mesmo ano, a Delegacia da Divisão de Homicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito. De acordo com a investigação, Celso Daniel foi sequestrado por engano, pois o alvo do sequestro seria outra pessoa. Mas, ao perceber o erro, o chefe da quadrilha ordenou a sua libertação. No entanto, um integrante do grupo teria entendido a ordem de forma equivocada e mandou um menor matar o prefeito.

Para o Ministério Público Estadual, que pediu a reabertura do inquérito, a morte teve outra motivação. Os seis acusados foram contratados por Sombra para matar Celso Daniel. De acordo com o órgão, o empresário integrava um esquema de corrupção na prefeitura de Santo André, e que foi morto descoberto pelo prefeito.

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