Acusados de matar jornalista depõem à Justiça em São Paulo

Quatro policiais e um comerciante são acusados de homicídio, tentativa de homicídio e formação de quadrilha

Brás Henrique, de O Estado de S.Paulo,

10 de abril de 2008 | 18h09

Quatro policiais militares e um comerciante, presos preventivamente sob a acusação de participações na morte do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, em maio de 2007, prestaram depoimento à Justiça de Porto Ferreira, na região de Ribeirão Preto, na tarde desta quinta-feira, 10. Um forte esquema de segurança foi montado ao redor do fórum para evitar tumultos. Os cinco acusados respondem processo por homicídio, tentativa de homicídio e formação de quadrilha.   O policiais Adélcio Carlos Avelino (capitão), Edson Luís Ronceiro (sargento) e Valnei Bertoni e Paulo César Ronceiro (soldados) foram presos no início de março, assim como o comerciante Carlos Alberto da Costa - que está no Centro de Detenção Provisória de Rio Claro. Os PMs estão detidos na Cadeia da Polícia Civil, em São Paulo.   Costa é primo de Avelino, suspeito de ser o mentor do crime, e seria o dono da arma calibre 12 usada no crime contra Barbon, atingido por dois tiros em 5 de maio do ano passado, num bar.   Barbon, que atuava na mídia local, teria feito denúncias contra os policiais e o crime teria sido uma represália. A Polícia Civil e os promotores do Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco), de Campinas, continuam investigando o caso, inclusive se há a participação de outras pessoas no crime.   Na saída do depoimento, no final da tarde, o advogado Márcio Ribeiro de Freitas, que defende Costa, negou a participação de seu cliente no crime contra Barbon, atribuindo o ato a traficantes de um bairro da cidade, que teria eventual ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo ele, Barbon faria denúncia contra os traficantes.

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