Acusados de crime que não cometeram saem da prisão em SP

Renato Brito, Willian Brito Silva e Wagner da Silva encontraram com parentes após serem libertados do CDP

da Redação, estadao.com.br

03 de setembro de 2008 | 18h39

Os três acusados erroneamente pelo assassinato de Vanessa, de 25, violentada e morta em agosto de 2006 em Guarulhos, saíram da prisão na tarde desta quarta-feira, 3. Uma nova confissão do 'maníaco de Guarulhos' levou à descoberta que os três, que estavam preso desde o ano do crime, são inocentes. Renato Correia de Brito, apontado como mandante, e seus amigos Willian Cesar de Brito Silva e Wagner Conceição da Silva saíram do CDP I de Guarulhos acompanhados do advogado de defesa, Augusto Tolentino. Logo na porta da cadeia os três encontraram com familiares e conhecidos. O julgamento dos três já estava marcado quando policiais da Delegacia Seccional de Guarulhos ouviram Leandro Basílio Rodrigues, de 19 anos, contar que cometera seu primeiro homicídio na cidade logo após fugir da Febem de Minas, em 2006, onde estava internado por ter matado a mulher. O acusado levou os policiais ao local do crime e deu detalhes do assassinato. A polícia não teve dúvida: era ele o criminoso. O que levou a polícia a ter certeza que Rodrigues era o assassino foi um detalhe: o véu que cobria o corpo fora apanhado por ele na bolsa de Vanessa. Isso também convenceu os promotores de que o acusado dizia a verdade. Eles pediram a libertação dos três presos e a absolvição na Justiça. O maníaco também confessou o assassinato de Keliane, a sétima mulher que matou. As outras vítimas são: Juliana, de 27 anos, em maio de 2008, Viviane, de 24, em setembro de 2007 - além de Gisele, de 25, Aline, de 21, e outra Juliana, em Belo Horizonte, cujas mortes não tiveram as datas divulgadas. Agora o Ministério Público quer saber como Renato, o que seria mandante do crime, confessou um crime que não cometeu. A suspeita é de que os PMs que chegaram aos três jovens tenham torturado eles para conseguir a confissão - o que Renato e Willian afirmam que aconteceu. A Secretaria da Segurança Pública informou que "o núcleo corregedor de Guarulhos pedirá o desarquivamento do inquérito policial que investigou suspeitas de tortura, diante dos novos fatos".

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