Acusado pela morte de perita do INSS pega 16 anos de prisão

Dos sete jurados, quatro votam a favor da condenação e três pela absolvição

Ricardo Valota, do estadao.com.br

12 de julho de 2007 | 07h46

Milson Souza Brige, acusado pelo Ministério Público de ser o "mentor intelectual" da morte da também médica e perita do INSS Maria Cristina Souza Felipe da Silva, foi condenado a 16 anos de prisão por homicídio doloso duplamente qualificado. O crime aconteceu no dia 13 de setembro de 2006. O julgamento de Brige terminou por volta das 2 horas desta quinta-feira, 12, no Fórum de Governador Valadares, no interior de Minas Gerais.Quatro jurados votaram a favor da condenação e três votaram pela absolvição de Brige. Após o julgamento, o médico foi levado para a Delegacia Central de Governador Valadares onde ficará até a chegada do delegado titular do Distrito, que deveria acontecer por volta das 8 horas desta quinta. De lá, segundo a Polícia Federal, Milson deverá ser levado ao presídio da cidade.Outras três pessoas foram presas em novembro de 2006 pela Polícia Federal, que investigou o caso, entre elas o despachante José Alves de Souza e o intermediário Ricardo Pereira dos Anjos, denunciados por participação na trama e por contratar o adolescente que matou Maria Cristina; eles não foram a julgamento ainda.Os três chegaram juntos na manhã de quinta no Fórum, mas os advogados de Souza e Anjos contestaram a formação do júri, o que resultou no desmembramento dos julgamentos pelo juiz federal Murilo Fernandes de Almeida. O adolescente acusado de ser o autor dos disparos cumpre medida socioeducativa de 3 anos em um centro de internação para menores em Teófilo Otoni, a 100 quilômetros de Governador Valadares.Na época do crime, Maria Cristina chefiava a Gerência de Benefícios do INSS como delegada da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social. Ela foi morta com três tiros quando saía de casa para trabalhar.Conforme a denúncia do Ministério Público, Brige, que já chefiou o setor de perícia do INSS em Governador Valadares e que tinha mais de 30 anos de trabalho no órgão, teria participado de esquemas fraudulentos na Previdência e vinha sendo investigado dentro do órgão. Era Maria Cristina quem estava à frente das investigações.

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