Acusado de ser black bloc tem pedido de liberdade negado

Fábio Hideki Harano, de 26 anos, foi preso durante protesto em jogo do Brasil na Copa do Mundo; polícia disse que ele portava material explsovio

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

22 Julho 2014 | 17h26

SÃO PAULO - A Justiça negou nesta terça-feira, dia 22, mais um pedido de habeas corpus para o técnico laboratorial Fábio Hideki Harano, de 26 anos, preso há um mês durante um protesto contra a Copa do Mundo, na Avenida Paulista. O ativista foi detido por policiais do Departamento de Investigações Criminais (Deic), dentro da estação Consolação da Linha 2-verde do Metrô, quando o protesto pacífico já havia terminado. A Polícia Civil disse ter encontrado material explosivo dentro da mochila de Harano. 

No dia seguinte, o técnico laboratorial foi acusado publicamente por Fernando Grella Vieira, secretário estadual de segurança pública, de fazer parte dos chamados black bloc, grupo que pratica vandalismo durante protestos. No dia da prisão de Harano, o professor e ex-policial militar, Rafael Marques Lusvarghi, de 29, também foi preso no final da manifestação. O policial civil que efetuou a prisão atirou para cima para dispersar os manifestantes. Entre o início e o final da Copa do Mundo, o Deic prendeu quatro pessoas acusadas de fazer parte do black bloc. 

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