Acusado de rasgar notas do carnaval paulistano nega crime premeditado

Tiago Tadeu Faria afirmou, ao Jornal da Globo, que atitude foi movida por 'indignação'

Pedro da Rocha, do estadão.com.br,

02 Março 2012 | 00h22

SÃO PAULO - Tiago Tadeu Faria, de 29 anos, preso por rasgar as notas do carnaval 2012, no Sambódromo de Anhembi, na zona norte de São Paulo, negou, em entrevista  para o Jornal da Globo, que tenha sido "designado para cumprir uma missão de destruir a apuração do carnaval".

 

Ele afirmou que foi movido por "indignação mesmo, e aquela troca de jurados ocorrida um dia antes". A Polícia Civil trabalha com hipótese de premeditação nos atos de vandalismo que tumultuaram a apuração.

 

O delegado da Delegacia de Turismo (Deatur), Osvaldo Nico Gonçalves, que comanda as investigações, considera que Tiago tinha uma missão.

 

Tiago disse ainda que comprou, em frente ao sambódromo, a pulseira de acesso à área restrita aos diretores das escolas.

 

Tumulto. O carnaval paulistano assistiu, no dia 21 de fevereiro deste ano, a um dos episódios mais vergonhosos de sua história, com a apuração dos votos interrompida no último quesito por causa de uma invasão generalizada de membros da Império de Casa Verde, Vai-Vai, Camisa Verde e Branco e Gaviões da Fiel.

 

Votos dos jurados foram rasgados e jogados para o alto, dando início a uma confusão que incluiu brigas, incêndio em carros alegóricos que estavam no estacionamento do Anhembi, invasão de pista da Marginal do Tietê e inúmeras cenas de vandalismo. Dez foram presos, entre eles Tiago, que acabou solto após pagar fiança de R$ 12,5 mil.

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